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O Brasil deve produzir um total de 186 milhões toneladas de soja na safra 2026/2027, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgadas nesta terça-feira. Isso deve representar uma alta de 6 milhões de toneladas ante o total previsto para safra 2025/206. As exportações devem alcançar 117,5 milhões de toneladas, ante 115 milhões de toneladas na safra anterior.
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O relatório WASDE diz que a perspectiva global para oleaginosas em 2026/27 aponta para maior produção, esmagamento e estoques finais em comparação com o ano de comercialização anterior. A produção global está projetada para aumentar 19,6 milhões de toneladas, chegando a 718,1 milhões de toneladas.
O aumento da produção de soja vai responder pela maior parte desse crescimento, com alta próxima de 14,0 milhões de toneladas, principalmente no Brasil, Estados Unidos e Argentina. Leia também: Governo brasileiro tentará reverter proibição a carnes do Brasil na UE
A produção de semente de girassol deve crescer 7,0 milhões de toneladas, sobretudo em Ucrânia, Rússia, União Europeia e Argentina. Enquanto a área de colza (canola) deve aumentar 4%, a produção global vai crescer apenas 1% (1,4 milhão de toneladas), já que grandes produtores, como Canadá e União Europeia, retornarão a rendimentos tendenciais após os níveis elevados do ano passado.
O processamento global combinado das principais oleaginosas — soja, colza e girassol — deve crescer 4% em 2026/27, impulsionado por uma maior demanda por produtos derivados. A maior parte desse crescimento virá do aumento do esmagamento de soja nos Estados Unidos, Brasil, China e Argentina.
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As exportações globais de farelos também devem aumentar, especialmente de farelo de soja do Brasil e dos Estados Unidos, e de farelo de girassol da Rússia e da Ucrânia.
Exportações
As exportações globais dos principais óleos vegetais – palma, girassol, soja e colza (canola) – devem crescer 4%, com o óleo de girassol apresentando o maior aumento em 2026/27. Mais de economia
O óleo de palma continuará sendo o óleo vegetal mais comercializado do mundo, respondendo por cerca de 50% do comércio global, embora sua participação tenha caído em relação aos 60% de uma década atrás. “Espera-se uma leve queda nas exportações de óleo de palma, já que o aumento dos embarques da Indonésia será compensado por menores exportações da Malásia. Em contraste, projeta-se expansão nas exportações dos demais óleos vegetais, especialmente óleo de girassol para Ucrânia, Rússia e Turquia, e óleo de canola exportado pelo Canadá”, diz o relatório.
As exportações globais de soja em 2026/27 — que representam mais de 85% de todo o comércio de oleaginosas — devem subir 2,7 milhões de toneladas em relação a 2025/26. As vendas externas dos Estados Unidos tendem a crescer, enquanto as da América do Sul podem recuar levemente, uma vez que embarques maiores do Brasil e do Uruguai serão compensados por menores exportações de Argentina e Paraguai. Leia também: Azzas diz ter sido surpreendida por ação judicial de Roberto Jatahy e ação cai
China
As importações de soja pela China devem aumentar em 2 milhões de toneladas, chegando a 114 milhões. Também se espera aumento das importações para Turquia, Paquistão, Vietnã, Egito, Argélia e Bangladesh, enquanto devem cair para Argentina, União Europeia, Rússia e Irã.
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Os estoques finais globais de soja são projetados em leve queda em relação ao ano de comercialização anterior, devido a menores estoques nos Estados Unidos e no Brasil, parcialmente compensados por estoques maiores na Argentina.
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Roberto de Lira
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