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- Author, Anthony Zurcher
- Role, North America correspondent
- e
- Author, Laura Bicker
- Role, China correspondent
- Há 1 hora
- Tempo de leitura: 9 min
A segurança na histórica Praça Tiananmen, em Pequim, foi reforçada nos últimos dias, com rumores nas redes sociais sobre um desfile especial ou algum grande evento.
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Os preparativos para este grande evento começaram em tom discreto, mas a China parece estar pronta para realizar um espetáculo para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A visita de Estado na quinta e sexta-feira (14/5 e 15/5) incluirá negociações, um banquete e uma visita ao Templo do Céu, um complexo de templos imperiais onde os imperadores rezavam por boas colheitas.
E tanto Trump quanto o presidente chinês Xi Jinping esperam que a visita dê frutos. Esta cúpula entre os dois líderes mais poderosos do mundo está prevista para ser um dos encontros mais importantes em anos. Leia também: Por que polêmica envolvendo Israel pode mudar o Eurovision para sempre

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Por meses, as relações entre EUA e China foram uma prioridade menor para Trump. Seu foco tem sido a guerra em curso com o Irã, as operações militares no Hemisfério Ocidental e as preocupações domésticas. Mas tudo isso muda nesta semana. O futuro do comércio global, as crescentes tensões em Taiwan e a competição em tecnologias avançadas estão em jogo.
Do ponto de vista econômico, a guerra comercial em curso com os EUA e o conflito no Irã podem ser más notícias para Xi, mas ideologicamente e politicamente são um presente, e ele sentirá que está em uma posição de vantagem.
Essa visita pode estabelecer as bases para futuras cooperações — ou conflitos — nos próximos anos.
Um interlocutor do Irã?
A China está tentando discretamente agir como pacificadora na guerra, que já está em seu terceiro mês. Pequim se juntou ao Paquistão como mediadora na guerra EUA-Israel contra o Irã. Mais de mundo
Autoridades em Pequim e Islamabad apresentaram em março um plano de cinco pontos com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. E nos bastidores, as autoridades chinesas estão sutilmente incentivando que os iranianos venham para a mesa de negociações.
Não há dúvida, apesar de sua constante demonstração de força, de que a China está ansiosa pelo fim dessa guerra.
A economia chinesa já está enfrentando crescimento mais lento e desemprego maior. O aumento dos preços do petróleo fez subir o custo de itens feitos com petroquímicos, desde têxteis até plásticos. Para alguns produtores na China, os custos aumentaram em 20%. Leia também: O 'xadrez do petróleo' com que Trump pressiona a China — e os limites dessa

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A China tem reservas de petróleo invejáveis, e a liderança que assumiu em energias renováveis e carros elétricos isolou o país dos piores efeitos da crise de combustível. Mas a guerra está causando mais dor a uma economia desacelerada que depende fortemente de exportações. No entanto, se a China intervier para ajudar os EUA, ainda vai querer algo em troca.
A visita do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a Pequim na semana passada parecia destinada a mostrar o tipo de influência que a China tem no Oriente Médio.
Os EUA estavam observando de perto. “Espero que os chineses digam a ele o que precisa ser dito”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Que o que você está fazendo no Estreito está fazendo com que você fique globalmente isolado. Você é o vilão aqui.”

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O futuro de Taiwan

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