Lauana Prado ganha destaque após novo desdobramento em lauana prado
Ler matéria →Turismo de parto no Brasil: por que estrangeiras estão cruzando o mundo para ter filhos no país Descubra quais serviços o Brasil oferece gratuitamente antes, durante e depois dos partos— e por que isso tem chamado a atenção do mundo Tem gente que planeja a gravidez escolhendo o obstetra.
Mas, acredite, tem quem se prepare decidindo até o país. E, para um número crescente de famílias, o Brasil tem sido um destino bastante requisitado nesses planos. Ao menos é que indicam publicações nas redes sociais que apontam para o aumento da vinda de famílias estrangeiras, especialmente russas, com esse objetivo.
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Alguns dados também mostram. Por exemplo, entre os destinos mais procurados, está a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ao longo de todo o ano de 2025, foram registrados 136 atendimentos de pré-natal para mulheres nascidas na Rússia.
Em 2026, apenas entre janeiro e junho, esse total já alcançou 119 registros. Olhando mês a mês o dado chama ainda mais atenção: em maio do ano passado foram feitos oito pré-natais de mulheres russas no município, enquanto, no mesmo período deste ano, contabilizou-se 34.
Em relação aos partos em si, a cidade documentou 127 nascimentos de filhos de russos entre o ano passado e este. A secretaria ressalta, porém, que o total pode estar subestimado devido a possíveis falhas no registro do país de nascimento dos pais. Além disso, os dados não permitem distinguir se as mulheres eram viajantes ou se já residiam permanentemente na região. Leia também: Lauana Prado ganha destaque após novo desdobramento em lauana prado
De todo modo, fato é que o fenômeno da migração com o objetivo de dar à luz em outro país já tem até nome: “turismo de parto“, um termo que é criticado por alguns especialistas, que preferem o uso da expressão “mobilidade de parto“. Mas, será que realmente é uma boa ideia vir de outra nação para dar à luz no Brasil? Bom, o motivo por trás desse fenômeno pode ser individual para cada núcleo familiar, mas é fato que o país tem uma combinação de vantagens que não se encontra em todo lugar:
De um lado, o Brasil aceita viajantes de dezenas de nações sem exigência de visto. Do outro, oferece cidadania “automática
” a qualquer pessoa nascida em seu território, o que é garantido pela Constituição Federal. Além disso, o país emite um passaporte muito bem avaliado internacionalmente.
Para exemplificar, o documento brasileiro ocupa a 12ª posição no Passport Index, ranking que mede o poder de cada passaporte pelo número de países acessíveis sem visto. Para efeito de comparação, o passaporte russo figura na 40ª posição. E, em meio a isso tudo, o Brasil ainda conta um sistema público de saúde que cobre gratuitamente o pré-natal e o parto de qualquer pessoa em território nacional (brasileira ou não).
Diante disso, as pergunta a ser feita, acima dos motivos que trazem as famílias de fora para cá, é: o que o nosso país oferece para parturientes? E como a obstetrícia brasileira é vista mundo a fora? É isso o que especialistas ouvidas pela VEJA SAÚDE explicam. Mais de saude
O que o SUS oferece para quem dá a luz no Brasil? O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece desde o teste de gravidez, que pode ser realizado em qualquer unidade básica de saúde, até as consultas de pré-natal e o parto. Aliás, a rede pública cobre mais 95% dos exames e procedimentos necessários durante o pré-natal.
Gratuitamente, é possível fazer exames de rotina, ultrassonografia e testes mais complexos que podem ser necessários. Também são ofertados medicamentos, suplementos e vacinas. Além disso, nesse período, a mulher também pode receber orientações para a elaboração de um plano de parto, documento no qual registra suas preferências e expectativas para o momento do nascimento.
Já no momento do parto, o SUS assegura assistência em maternidades e hospitais públicos, explica a médica Eura Martins Lage, membro da Comissão Nacional Especializada em Assistência Pré-Natal da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “Também são estimuladas práticas que tornam o nascimento mais seguro e acolhedor“, diz a médica. São exemplos a presença de um acompanhante escolhido pela mulher, o contato precoce entre mãe e bebê e o incentivo à amamentação ainda na primeira hora de vida. Leia também: Será o fim do petróleo? Países se organizam para eliminar uso de combustíveis
No pós-parto, a mulher pode retornar aos serviços de saúde para avaliar sua recuperação física e emocional, receber orientações sobre amamentação, planejamento reprodutivo e cuidados com o recém-nascido. O bebê, por sua vez, passa a ser acompanhado regularmente nas unidades de saúde, onde são monitorados seu crescimento, desenvolvimento e calendário vacinal. +
Quais diferenciais o país tem para essa área? A médica Dandara Pimentel Freitas, co-coordenadora do Grupo de Trabalho Mulheres na Medicina de Família e Comunidade da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), lista alguns pontos positivos do sistema à disposição das gestantes no Brasil. Segundo a médica, por aqui, alguns direitos representam grandes avanços em relação ao cenário internacional.
Um exemplo é a Lei do Acompanhante, que garante que toda gestante tenha direito a alguém que a acompanhe durante o parto. Desse modo, o acompanhante tem permanência integral garantida, não podendo ser barrado por restrições do hospital. Além disso, o país conta com a chamada Rede Alyne, estratégia de reestruturação da antiga Rede Cegonha, cujo objetivo é reduzir a mortalidade materna em 25%.
“ A Rede garante que a gestante saiba, desde o pré-natal, em qual maternidade acontecerá o seu parto, por exemplo, inclusive garantindo o transporte e transferência em situações de risco, o que diminui a ‘peregrinação’ durante o pré-natal e trabalho de parto”, diz. O projeto tem esse nome em homenagem à Alyne Pimentel, uma mulher negra que morreu por negligência, no Rio de Janeiro, após peregrinar por diferentes serviços, não sendo atendida adequadamente nem antes e nem após um óbito fetal, culminando em sua morte.
“Também houve recentemente uma queda pronunciada e documentada de alguns procedimentos invasivos e dolorosos que não devem ser realizados de rotina, como a episiotomia [corte cirúrgico feito no períneo] e o uso indiscriminado de ocitocina para a indução do parto”, destaca Freitas. Além das medidas contra a violência obstétrica, Lage destaca que o Brasil tornou-se referência internacional na implantação e disseminação do Método Canguru. A técnica engloba um conjunto de ações destinadas à qualificação do cuidado ao recém-nascido e sua família, sendo dividido em três etapas.
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