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Há confusão sobre o que é ser mais claro e comunicar o que se vai fazer, diz

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP) 07/06/2025 REUTERS/Fernanda Luz Publicidade O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

Há confusão sobre o que é ser mais claro e comunicar o que se vai fazer, diz
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP)
07/06/2025
REUTERS/Fernanda Luz
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP) 07/06/2025 REUTERS/Fernanda Luz

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 25, que há uma confusão nas críticas feitas ao Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o que é ser mais claro no comunicado e o que é sinalizar o que vai fazer.

“Uma coisa não pode ser confundida com a outra, você pode ser mais claro no comunicado sem precisar comunicar o que você vai fazer”, disse Galípolo, que participa de coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre. Leia também: FMI se diz confiante com pagamento da Argentina mesmo após equipe sinalizar

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Ele diferenciou que há dois tipos de críticas ao Copom nesse momento. A primeira vem de setores que se contrapõem a uma taxa de juros significativamente restritiva e a segunda é comum em momentos de maior incerteza, nos quais há um desejo maior por algum tipo de guidance, pedidos de sinalização sobre o que o BC fará no futuro.

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Sobre essa segunda categoria, frisou que nenhum outro Banco Central está isso no atual momento, de incerteza, e que nem a literatura recomenda o uso de guidances em períodos de incerteza. “Pode ser contraproducente para a própria eficiência da política monetária”, disse. Mais de economia

Galípolo afirmou que o mercado está “no direito de pedir essa informação” e que o “BC vai preservar o seu direito de não dar essa informação quando ele achar que não interessa”. “Não porque estamos escondendo o que vamos fazer, mas porque em um ambiente como esse, a decisão será tomada daqui 40 dias na próxima reunião”, disse o presidente da autoridade monetária, que reiterou a importância de usar o tempo entre os encontros do Copom para coletar dados. Leia também: FMI diz colaborar com Venezuela na avaliação de necessidades após terremotos

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