Mundo: O Panorama Semanal de Sanções, Direitos Humanos e Tech
Ler matéria →O julgamento que pode mudar como Facebook e Instagram funcionam para mais jovens

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A Meta, dona do Facebook e do Instagram, começou a ser julgada nesta terça-feira (18/8) nos Estados Unidos em um caso que pode estabelecer novos limites para a forma como redes sociais são projetadas para crianças e adolescentes.
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A empresa é acusada de ter desenvolvido deliberadamente plataformas viciantes para o público jovem e de ter violado leis de proteção à infância.
Os Estados americanos que movem a ação pedem bilhões de dólares à Meta e querem que a empresa faça mudanças no funcionamento de suas plataformas. O procurador-geral do Kentucky, Russell Coleman, classificou o caso como "a maior ação de defesa do consumidor da história dos Estados Unidos".
O julgamento ocorre no tribunal federal em Oakland, na Califórnia. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers é responsável pelo caso. Ela já presidiu outros processos envolvendo grandes empresas de tecnologia, incluindo uma disputa judicial entre Elon Musk e a OpenAI. Leia também: Quem é Natalie Harp, assessora que se tornou presença constante ao lado de Trump
O resultado pode ter consequências não apenas para a Meta, mas para a forma como empresas de tecnologia desenvolvem produtos voltados a crianças e adolescentes.
Entenda a seguir o que está em jogo.
Como começou o processo contra a Meta?
Na ação, um grupo de procuradores-gerais acusou a empresa de usar recursos viciantes para "prender" os usuários em suas plataformas, além de esconder os riscos associados a seus produtos.
Na época, a Meta já estava sob forte pressão depois que Frances Haugen, ex-gerente de produto do Facebook, depôs ao Congresso dos Estados Unidos e afirmou que a empresa sabia que seus produtos, especialmente o Instagram, estavam prejudicando jovens.
As declarações de Haugen levaram procuradores de vários Estados a abrir investigações sobre as práticas da empresa. Essas investigações posteriormente serviram de base para a ação conjunta movida contra a Meta. Mais de mundo
A Meta tentou impedir o avanço do processo ou fazer com que ele fosse dividido em julgamentos menores, mas não conseguiu.
Agora, quatro dos Estados que movem a ação— Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey— apresentam seus argumentos no julgamento.

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De que a Meta é acusada?
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Um grupo de 29 Estados americanos acusa a Meta de cometer diversas violações de leis federais e estaduais criadas para proteger crianças e adolescentes.
Entre elas está a suposta violação da Children's Online Privacy Protection Act (COPPA), lei federal americana que busca proteger crianças menores de 13 anos de práticas de empresas que atuam na internet.
Os Estados afirmam que a Meta projetou o Facebook e o Instagram para serem viciantes para crianças e adolescentes, com recursos como reprodução automática de vídeos e os Stories do Instagram desenvolvidos para mantê-los nas plataformas pelo maior tempo possível.
O que os Estados querem?

- implementação da verificação dos pais ou responsáveis para usuários adolescentes;
- alteração dos algoritmos de recomendação, "capazes de estimular a liberação de dopamina";
- retirada de diversos filtros de imagem que modificam a aparência das pessoas nas fotos;
- fim da reprodução automática de vídeos,
O que diz a Meta
O que já aconteceu no primeiro dia de julgamento
Quanto tempo deve durar o julgamento e quem deve testemunhar?

O que pode acontecer se a Meta perder
Outros casos
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