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Ler matéria →Tensão no Oriente Médio: Trump declara Ormuz 'novo território dos EUA' e acirra confronto com o Irã
Em uma ação que adiciona mais uma camada de complexidade à já volátil situação no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira, para divulgar uma imagem que declara o Estreito de Ormuz como um "novo território dos EUA". A provocação surge em meio a um prolongado impasse no conflito com o Irã, que se aproxima de seis meses de duração sem perspectivas claras de resolução.
Montagem em Redes Sociais e a Resposta Iraniana
A montagem compartilhada por Trump, que também foi publicada nos perfis oficiais da Casa Branca, exibe um mapa com o Estreito de Ormuz em destaque, cercado pelos golfos Pérsico e do Omã, com um círculo marcando a vital via marítima. A inclusão do Irã na imagem sugere um ato de domínio territorial simbólico. A resposta do regime iraniano não tardou: o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou que a "ilusão" de Trump a respeito do Estreito de Ormuz "será corrigida, ou nós corrigiremos as ilusões desse iludido".
Juridicamente, a pretensão americana encontra barreiras significativas. O direito internacional, regido pela Carta da ONU, proíbe expressamente a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial de outras nações. A posse de um território por declaração unilateral, como sugerido pela montagem, não possui respaldo legal. Leia também: Quem é Natalie Harp, assessora que se tornou presença constante ao lado de Trump
Ormuz: Um Ponto Estratégico Global
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima de dimensões reduzidas, porém de importância estratégica colossal. Localizado entre o Irã e a Península Arábica, ele conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como porta de entrada para o Mar Arábico e, subsequentemente, para o Oceano Índico. Estima-se que cerca de 20% do petróleo mundial transite por esta rota vital, impactando diretamente grandes economias produtoras de petróleo como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes Unidos.
Territorialmente, as águas do estreito são divididas entre o Irã e Omã. Contudo, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar estabelece o direito de passagem para navios e aeronaves de outras nações em estreitos utilizados para navegação internacional. Embora o Irã seja signatário do acordo, o país ainda não o ratificou formalmente.
Escalada de Tensão e Ameaças Recíprocas
A postagem de Trump ocorre dias após declarações anteriores sobre a intenção de declarar Ormuz território americano e em um contexto de escalada bélica no Oriente Médio. Informações indicam que o Irã estaria cogitando transitar de uma postura defensiva para uma ofensiva caso as negociações com os Estados Unidos fracassem. Paralelamente, surgiram relatos de que Trump teria ameaçado bombardear Omã, país que tem atuado como mediador no conflito, caso ratifique um acordo com o Irã para a gestão do Estreito de Ormuz.
O que se sabe até agora
- O presidente dos EUA, Donald Trump, postou uma imagem declarando o Estreito de Ormuz como "novo território dos EUA".
- O Irã respondeu com ameaças de "correção" às "ilusões" americanas.
- O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.
- O direito internacional proíbe a tomada de território por força ou declaração unilateral.
- O conflito entre EUA e Irã se arrasta por quase seis meses, com sinais de possível intensificação.
Perguntas frequentes
O que é o Estreito de Ormuz?
É uma passagem marítima estratégica entre o Irã e a Península Arábica, fundamental para o transporte de cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. Mais de mundo
Qual a validade legal da declaração de Trump?
Pelo direito internacional, a declaração unilateral de posse de território por meio de uma imagem em redes sociais não tem validade legal e viola princípios da Carta da ONU. Leia também: Investigação revela: 150+ lucraram com segredos das Forças Armadas dos EUA
O Irã pode impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz?
O direito internacional, através da Convenção sobre o Direito do Mar, garante a passagem inofensiva para navios e aeronaves em estreitos de navegação internacional, embora o Irã não tenha ratificado formalmente o acordo.
A situação no Estreito de Ormuz, palco de declarações e contra-declarações entre EUA e Irã, reflete a crescente instabilidade na região. A importância vital da passagem para o comércio global de energia adiciona um peso significativo a cada movimento diplomático e militar, com potencial para gerar repercussões em larga escala na economia e na segurança internacional.







