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Ler matéria →Um dos seguranças envolvidos na morte do ciclista que foi espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi preso no início da tarde desta quinta-feira (20). Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, se apresentou na delegacia por volta de 12h50 e foi confrontado pela irmã de Cláudio Rafael Landeiro: “ Gostou de matar meu irmão?
Gostou de matar meu irmão? ”, repetiu ela. O segurança não respondeu e entrou na delegacia.
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O delegado titular Ângelo Lages confirmou que um mandado de prisão temporário foi cumprido contra o homem, mas que ele não participou diretamente nas agressões. “ Ele teve uma participação acessória no crime.
Vai ser cumprido o mandado de prisão contra ele", afirmou o delegado ao g1. Segundo as investigações, o segurança não chegou a agredir, mas esteve presente ao segurar a bicicleta da vítima e segurou o porrete que foi usado nas agressões. Em depoimento, Jorge disse que alertou para que Davi não cometesse as agressões.
O delegado disse que a Polícia Civil identificou que o crime teve a participação de quatro homens, sendo que três participaram das agressões, depois que um segurança desconfiou de que a bicicleta era roubada. Segundo o delegado Ângelo Lages, a vítima estava na Rua Barata Ribeiro quando foi abordado pelo segurança, identificado como Davi. O rapaz tinha problemas psiquiátricos e não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Leia também: Elias Tolovi Rosa, ex-prefeito de Euclides, morre aos 63 após acidente
" O crime começou na Barata Ribeiro, um segurança começou a interrogar de quem seria a bicicleta e ele, com dificuldades de fala, não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Depois chega um segundo segurança e tira a bicicleta da posse dele e começa a agressão", afirma o delegado.
" Depois, ele sai dali e vai para a Rua Felipe de Oliveira e senta na porta de um prédio. Ali chegaram dois entregadores e novamente aparece o segurança Davi com um porrete e começam a agredi-lo de forma bárbara.
Os seguranças já foram identificados, para fecharmos a investigação por completo só falta identificarmos os entregadores", completa. Para o delegado, o crime foi extremamente cruel. "
Um crime hediondo, um homicídio triplamente qualificado com crueldade e motivo fútil, sem possibilidade de defesa da vítima", define. Dois homens já foram identificados. Câmeras de segurança de um prédio de Copacabana registraram o linchamento.
Nas imagens (veja acima), três homens cercam Cláudio. Dois deles portavam mochilas de entrega, e o outro segurava uma vareta— com a qual desferiu ao menos 30 pauladas. O trio ainda alterna entre pernadas e socos até que a vítima cai na calçada. Mais de noticia
Cláudio estava com a bicicleta da irmã e parou em frente a uma loja na esquina das ruas Barata Ribeiro e Belford Roxo, onde desceu e ficou em pé, na calçada. Pessoas que suspeitaram dele chamaram seguranças da rua. Um deles perguntou o que Cláudio queria com a bicicleta.
Sem resposta, um vigia deu uma paulada no braço do ciclista. Cláudio, então, foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na escadaria de um prédio— a partir desse momento, o episódio é registrado pelas câmeras. Os homens com as mochilas chegam de bicicleta e interpelam Cláudio.
Na sequência, o vigilante com a vareta aparece. As agressões começam, com pauladas. Cláudio se levanta da escada e tenta escapar, mas é segurado. Leia também: Copa Feminina 2027: Maracanã será palco de abertura e final no Rio
O trio desfere socos e chutes. Cláudio, que em nenhum momento reage, cai no chão desacordado. Os agressores ainda vasculham os bolsos do ciclista, e o vigia também tira uma foto da cena.
Todos vão embora, deixando Cláudio agonizando. Bombeiros são acionados e socorrem Cláudio. Ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo informações repassadas à família, a causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna. Veja a reportagem completa: Testemunhas
O porteiro do prédio, Jorge Pires, viu tudo. “ As imagens mostram uma violência muito grande.
Bateram muito mesmo”, lamentou. A turismóloga Gabriela Lima disse ter ficado chocada com o barulho das pancadas. “Eram pauladas, que não parecia que era em uma pessoa.
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