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Em Lisboa, Kassab assegura candidatura de Caiado e prega fim de emendas

Gilberto Kassab, presidente do PSD e condutor principal de uma tentativa de terceira via nas próximas eleições presidenciais, defendeu o voto distrital misto, a

Em Lisboa, Kassab assegura candidatura de Caiado e prega fim de emendas

Gilberto Kassab, presidente do PSD e condutor principal de uma tentativa de terceira via nas próximas eleições presidenciais, defendeu o voto distrital misto, a transparência em todas as esferas de governo e uma reforma no sistema de emendas parlamentares durante palestra no Fórum de Lisboa, nesta segunda-feira (1°). Em um painel sobre pacto federativo, Kassab destoou dos outros integrantes da mesa pela assertividade. "

Acho que está ficando muito caro para o Brasil a ausência dessa discussão", disse o "gênio da política", uma das tantas descrições laudatórias que recebeu dos colegas de sessão. Horas antes, ao chegar cedo para a abertura do evento, capitaneado pelo decano do STF, Gilmar Mendes, há 14 anos na capital portuguesa, Kassab ainda vestia o figurino de articulador da alternativa às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. "

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Posso afirmar a vocês que haverá um projeto partidário cada vez mais vigoroso que vai procurar levar Ronaldo Caiado a ser presidente da República", declarou Kassab ao ser indagado sobre o movimento interno do partido para transformá-lo em candidato a vice, deflagrado no fim de semana. " Volto a dizer que, para um presidente de partido, ser lembrado no momento de escolha de candidatos para cargo majoritário, é uma honra muito grande. Leia também: Panorama Político da Semana: STJ, Eleições e Alerta Climático

Mas é na hora certa que nós vamos escolher", declarou, repetindo o teor de manifestação anterior sobre o assunto em rede social. Integrantes do PSD tentam barrar a movimentação por uma aliança que teria Romeu Zema (Novo) como cabeça de chapa. "

A prioridade é fortalecer a candidatura de Ronaldo Caiado", afirmou, repetindo o nome completo de seu candidato. Indagado se as pontes com Lula e o PT continuavam de pé, a despeito da candidatura própria, Kassab afirmou que sua ponte "é com eleitor, e essa ponte leva a um único caminho, que é a candidatura de Ronaldo Caiado". Na hora de comentar sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro após a revelação do caso Dark Horse, o presidente do PSD preferiu ser mais evasivo.

"É muito difícil falar sobre outros candidatos, né? Eu sempre tomo muito cuidado. Nós temos um processo eleitoral.

" No palco do auditório da reitoria da Universidade de Lisboa, no entanto, Kassab foi enfático em relação à receita que restabeleceria, em sua opinião, o pacto federativo no país. Além do voto distrital misto, que aprendeu com Delfim Netto, "meu conselheiro nessa questão", Kassab defendeu a transparência das ações de todas as esferas de governo. Mais de politica

" Se a gente puder colocar à disposição da sociedade brasileira todos os Poderes, todas as nossas ações com transparência online, nós vamos ter um país mais calmo. As pessoas vão entender melhor o que acontece, quais são os debates, quais são as razões.

Vão se sentir mais bem acolhidas em suas representações", disse o ex-prefeito de São Paulo. Kassab foi também o primeiro e até único convidado no primeiro dia do fórum a falar sobre crise do Judiciário. Para refutá-la. Leia também: Comissão do STJ ouvirá vítimas que acusam Buzzi de assédio em 11 de junho

Declarou, no entanto, ser favorável não um mandato para os juízes, mas a uma idade mínima para a seleção de servidores. "É um mandato, mas é um mandato que começa mais tarde e, com isso, fica muito mais solúvel a relação com a sociedade", declarou. Citou, finalmente, seu terceiro pilar para uma reforma institucional no país, uma revisão do funcionamento das emendas parlamentares.

" Do jeito que está, não dá", declarou, usando como exemplo São Paulo, que recebeu o valor de R$ 60 bilhões, ou algo como "duas linhas de metrô por ano", em projetos sem coordenação federal. Participante do mesmo painel, a ex-senadora Kátia Abreu também pregou que uma mudança no sistema de emendas era necessária.

Ponderou, contudo, que a polarização do país tornou o Brasil um país "irreformável". Comentários

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