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Como uma avalanche matou uma lenda do alpinismo — e uma geração recordista

Como uma avalanche matou uma lenda do alpinismo — e uma geração recordista Crédito, PA Article Information Author, Kelly Ng Reporting from, Singapura e Author, Pradeep

Como uma avalanche matou uma lenda do alpinismo — e uma geração recordista
Como uma avalanche matou uma lenda do alpinismo — e uma geração recordista
O alpinista britânico-nepalês Nirmal Purja

Crédito, PA

Article Information
    • Author, Kelly Ng
    • Reporting from, Singapura
      e
    • Author, Pradeep Bashyal
    • Role, BBC Nepal
    • Reporting from, Kathmandu
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 7 min

Juntos, eles chegaram ao topo do monte Everest dezenas de vezes e alcançaram feitos antes considerados impossíveis, como escalar montanhas de mais de 8.000 metros sem oxigênio suplementar e escalar o K2, uma das montanhas mais letais do mundo, em pleno inverno.

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Mas, além dessas conquistas, os seis nepaleses que morreram em uma avalanche no Broad Peak, no Paquistão, na semana passada, também ajudaram a mudar a forma como os guias de montanha do Nepal— conhecidos como sherpas— são vistos pelo mundo. Antes, eles eram vistos como simples auxiliares de expedições.

Entre os mortos estava o alpinista britânico-nepalês Nirmal Purja, um dos mais conhecidos do mundo por ter escalado as 14 montanhas mais altas do planeta, todas com mais de 8.000 metros de altitude, em pouco mais de seis meses.

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'O melhor de sua geração'

Purja, de 43 anos, também conhecido como Nims, liderava a equipe internacional de dez integrantes que escalava o Broad Peak, a 12ª montanha mais alta do mundo, quando a avalanche ocorreu.

"Nims [Purja] era uma figura icônica e, sem dúvida, um dos melhores alpinistas de sua geração", disse Ben Ayers, repórter especializado em Everest da revista Outside.

Kili Pemba Sherpa e Pur Bahadur Gurung, que também atuavam como guias na expedição ao Broad Peak, eram "alpinistas muito experientes e com um currículo sólido", afirmou Ayers.

Kili Pemba Sherpa, de 46 anos, havia acabado de conquistar o cobiçado Grand Slam do montanhismo ao completar, no início de julho, a escalada de seu último "oitomil", nome dado às 14 montanhas com mais de 8.000 metros de altitude.

Mesmo antes dessa conquista, Kili Pemba já era considerado um dos principais nomes do montanhismo. Em janeiro de 2021, integrou a equipe nepalesa liderada por Purja que realizou a primeira escalada do K2 durante o inverno.

Na época, o K2, a segunda montanha mais alta do mundo, era o único dos "oitomil" que ainda não havia sido escalado no inverno. No entanto, com 8.611 metros de altitude, é considerado mais íngreme, imprevisível e letal do que o Everest, com 8.849 metros. Leia também: Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para embaixada em Brasília e pivô

Muitos descrevem Kili Pemba como uma pessoa humilde e profundamente dedicada aos clientes. Em ocasiões diferentes, ele conduziu dois alpinistas com amputação bilateral das pernas até o cume do Everest e do Manaslu, a oitava montanha mais alta do mundo.

"Essa foi uma das missões mais difíceis que um guia pode enfrentar. [Kili Pemba] fez isso com muito cuidado", disse Gyanendra Shrestha, funcionário do governo que estava no acampamento-base do Everest durante uma dessas expedições.

Estudantes e outras pessoas acendem velas em homenagem ao alpinista Nirmal Purja e a seus companheiros, mortos em uma avalanche no Paquistão

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, O Nepal lamenta a morte de seis dos maiores nomes de seu montanhismo

Já Pur Bahadur Gurung, de 37 anos, havia escalado 12 das 14 montanhas mais altas do mundo e era um dos cerca de 100 guias nepaleses certificados pela Federação Internacional de Associações de Guias de Montanha (IFMGA, na sigla em inglês).

"É preciso muito dinheiro, paixão e dedicação para se tornar um guia certificado pela IFMGA. Isso diz muito sobre o comprometimento de Pur Bahadur [Gurung] com o montanhismo", disse Himal Gautam, porta-voz do Departamento de Turismo do Nepal.

Colocando o Paquistão no mapa do montanhismo

Um cavaleiro atravessa a geleira Godwin-Austen no retorno do acampamento-base do K2 para Concordia, no norte do Paquistão
Legenda da foto, As montanhas do Paquistão são muito mais remotas do que as do Nepal

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