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Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro nas eleições 2026

Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro nas eleições 2026 Crédito, Andressa Anholete/Agência Senado Article Information Author, Mariana Schreiber

Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro nas eleições 2026
Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro nas eleições 2026
Alfredo Gaspar fala com a imprensa

Crédito, Andressa Anholete/Agência Senado

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    • Author, Mariana Schreiber
    • Role, Da BBC News Brasil em Brasília
  • Published 5 agosto 2026, 11:51 -03
    Atualizado Há 21 minutos
  • Tempo de leitura: 4 min

Sem conseguir atrair outros partidos para sua candidatura ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5/8) que terá o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato ao cargo de vice-presidente em sua chapa.

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A escolha surpreendeu, já que Gaspar não aparecia entre os cotados. Além disso, havia expectativa de que a chapa seria composta por uma mulher, na tentativa de reduzir a rejeição feminina a votar em Flávio.

No entanto, o deputado foi a solução encontrada após grandes partidos da direita, como PP e Republicanos, não fecharem apoio à candidatura de Flávio.

Ambos prefeririam manter a neutralidade na corrida presidencial, devido a divergências internas e ao foco principal nas disputas estaduais e na eleição para o Congresso Nacional. Leia também: 'Disputa crescente': como imprensa internacional noticiou revogação do visto

O nome preferido do candidato do PL para concorrer em sua chapa era o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nome forte do agronegócio.

Outro nome cotado era a economista Daniella Marques (Republicanos), que presidiu a Caixa no governo de Jair Bolsonaro. As duas estavam presentes no evento em que Flávio divulgou quem seria seu vice e discursaram antes de o nome de Alfredo Gaspar ser anunciado.

Gaspar foi relator da CPMI do INSS, comissão parlamentar que investigou desvios nos benefícios de aposentados e pensionistas. Seu relatório final pediu mais de 200 indiciamentos, incluindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O relatório, porém, foi rejeitado pela CPMI.

Segundo deputado mais votado de Alagoas, ele já foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do Estado no governo de Renan Filho (MDB), filho de Renan Calheiros (MDB). Bolsonarista, depois rompeu com o clã devido à sua aliança com Lula.

"É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, pela honestidade, pela sua história a frente da segurança pública", disse Flávio ao anunciar Gaspar. Mais de mundo

"Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de Ministério Público do seu Estado, alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque não tinha culpa no cartório", continuou.

Após ser anunciado, Gaspar exaltou Jair Bolsonaro e prometeu lealdade.

"Eu sou o seu soldado. Alguém simples mas que está pronto pra luta. Alguém que tem boa fé, que sabe o tamanho da responsabilidade". Leia também: Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para embaixada em Brasília e pivô

"Terei lealdade e gratidão, terei a coragem de enfrentarmos juntos a corrupção, o crime organizado, e essa economia em frangalhos, culpa do que Lula e a equipe têm feito com o país".

Chapa isolada

Flávio chega para a disputa mais isolado que seu pai em 2022. Naquele ano, quando Jair Bolsonaro tentou a reeleição, teve apoio do PP e do Republicanos. Apesar disso, sua chapa também era puro-sangue, tendo o general Braga Netto (PL) como candidato a vice.

Pesquisas eleitorais apontam Flávio como o candidato mais competitivo para enfrentar o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro.

Lula tenta a reeleição com seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). O petista entra na disputa com apoio de sete siglas de esquerda: além de PT e PSB, estão na coligação Rede, PV, PSOL, PcdoB e PDT.

Em 2022, o petista tinha apoio de dez partidos, mas o perfil era semelhante, com predomínio da esquerda. Na ocasião, estavam na coligação os mesmos de agora, com exceção do PDT, e havia também o apoio de Solidariedade, Pros e Agir.

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