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SÃO PAULO, 6 Mai (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quarta-feira com perdas firmes, superiores a 20 pontos-base em vários vencimentos, com o mercado eliminando parte dos prêmios de risco da curva a termo na esteira de notícias de que Irã e EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.
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Com os rendimentos dos Treasuries em queda firme, no fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,605%, em baixa de 22 pontos-base ante o ajuste de 13,825% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,72%, com queda de 15 pontos-base ante o ajuste de 13,865%.
No início do dia, uma fonte paquistanesa familiarizada com as conversas diplomáticas afirmou que Irã e EUA estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Golfo Pérsico.
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A informação surgiu após o site Axios ter noticiado que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz.
Durante a tarde, Trump reforçou a expectativa de um acordo. ‘Estamos indo muito bem no Irã. Está tudo indo muito bem, e veremos o que acontece. Eles querem fazer um acordo, querem negociar’, disse Trump em um evento na Casa Branca. A jornalistas, Trump disse ainda que é muito possível que Washington e Teerã fechem um acordo.
O otimismo de que os dois países possam de fato chegar a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz — por onde passam 20% do petróleo e do gás comercializado no mundo — conduziu a busca por ativos de risco, como ações.
O petróleo Brent cedeu para a faixa dos US$101 o barril, reduzindo as preocupações em torno dos efeitos da guerra sobre a inflação nos países.
Em reação, os rendimentos dos Treasuries tiveram baixas firmes, assim como as taxas dos DIs no Brasil. Às 9h02, na abertura da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou a mínima de 13,650%, em baixa de 22 pontos-base. Mais de economia
No mercado, a percepção é de que a possibilidade de fim da guerra eleva as chances de mais cortes de juros pelo Banco Central.
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Na segunda-feira — dado consolidado mais recente — as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 50% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 39% de chance de manutenção em 14,50% e 7,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base. Leia também: Petróleo brent cai 7,8% com relatos de possível acordo de paz entre EUA e Irã
“Naturalmente que se o conflito chegar ao fim, a possibilidade de o Copom continuar cortando juros, em ritmo de 0,25, aumenta substancialmente a depender da evolução dos preços de petróleo, alimentos, fertilizantes e outras commodities”, pontuou em relatório o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior.
Às 16h39, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 7 pontos-base, a 4,35%.
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Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta quarta-feira:
Mês Ticke Taxa Ajuste Variação
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