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O Supremo Tribunal Federal (STF) funciona com 10 ministros desde outubro do ano passado, com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
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O número par de votos abre espaço para empates em julgamentos, mas o tribunal tem regras internas e decisões anteriores que indicam como resolver esses impasses.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta. O Senado Federal rejeitou o nome.
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A forma de resolver um empate varia conforme o tipo de processo analisado pelo STF.
O que acontece após a rejeição de Jorge Messias no Senado? Camarotti avalia Leia também: Desembargador prega neutralidade política no Rio, mas é capitalizado por Paes e
O Supremo Tribunal Federal (STF) funciona com 10 ministros desde outubro do ano passado, com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O número par de votos abre espaço para empates em julgamentos, mas o tribunal tem regras internas e decisões anteriores que indicam como resolver esses impasses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta. O Senado Federal rejeitou o nome. Foi a primeira vez, desde 1894, que senadores barraram uma indicação presidencial ao Supremo.
Pela Constituição Federal, o STF deve ter 11 ministros. Eles são escolhidos pelo presidente da República entre cidadãos com mais de 35 e menos de 70 anos. O indicado precisa passar por sabatina e votação no Senado.
Como são resolvidos os empates?
A forma de resolver um empate varia conforme o tipo de processo analisado pelo STF. Quando há empate em casos que exigem maioria absoluta, a decisão vai contra o pedido apresentado. Mais de politica
Nas ações constitucionais, é preciso maioria absoluta dos ministros (seis votos) para decidir se uma lei é válida ou não.
Se não houver votos suficientes, o julgamento pode ser suspenso. Isso ocorre quando a ausência de ministros pode influenciar o resultado. O caso volta à pauta quando houver número suficiente para deliberar.
O Supremo também já decidiu que, sem maioria para declarar a lei constitucional ou inconstitucional, o pedido é negado. Nesses casos, a decisão vale apenas para as partes do processo e não obriga toda a administração pública nem o Judiciário. Leia também: Conservadoras fazem formação política com cartilha cor-de-rosa, bolo e oração
O regimento do Supremo também prevê o chamado “voto de qualidade”, que pode ser usado pelo presidente da Corte em caso de empate.
Ministros do STF proíbem que tribunais e outras autarquias 'driblem' veto aos penduricalhos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Esse voto só é aplicado em situações específicas: quando a vaga está aberta há mais de 30 dias, o caso é urgente e não é possível chamar outro ministro.
Nos processos criminais, uma lei de 2024 determina que, em caso de empate, a decisão deve favorecer o réu.
Em mandados de segurança, outro tipo de processo analisado no Supremo, a Corte já decidiu manter o ato questionado em caso de empate.
- STF - Supremo Tribunal Federal
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