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Startups: Kamino investe R$ 40M em IA após rodada de R$ 54M

Publicidade Depois de levantar uma rodada de R$ 54 milhões em setembro do ano passado, a Kamino está investindo boa parte desse valor para desenvolver sua infraestrutura

Startups: Kamino investe R$ 40M em IA após rodada de R$ 54M

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Depois de levantar uma rodada de R$ 54 milhões em setembro do ano passado, a Kamino está investindo boa parte desse valor para desenvolver sua infraestrutura própria de inteligência artificial. A plataforma de gestão financeira para empresas de médio porte anunciou um investimento de mais de R$ 40 milhões na aplicação de IA em três verticais principais: produto, operação e desenvolvimento de software.

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“Amadurecemos muito nessas verticais. Conseguimos evoluir muito nessa parte de automação, de gerar valor para o CFO. Passamos os últimos meses aprendendo, testando, e agora estamos prontos para acelerar”, conta Rodrigo Perenha, CTO e co-fundador da Kamino, em entrevista exclusiva ao Startups.

Segundo ele, a empresa planeja uma Série B no ano que vem, com o objetivo de continuar avançando nos investimentos em IA.

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O carro-chefe desse movimento é o Agente Financeiro da Kamino, apresentado pela empresa em um evento na semana passada. A ferramenta opera de forma nativa sobre os dados já estruturados dentro da própria plataforma, como pagamentos, recebimentos, extratos bancários e fluxo de caixa, e responde perguntas como: “qual será meu caixa nas próximas semanas?” ou “qual despesa cresceu além do esperado?”. Leia também: Mills (MILS3) dispara 14% após venda do controle para grupo francês

A proposta é diferente de assistentes genéricos de IA: o agente não trabalha com dados desconexos ou exportados para ferramentas externas. A Kamino construiu uma camada de MCP (Model Context Protocol) que funciona como um intérprete entre o agente e os dados financeiros de cada cliente. O resultado é uma ferramenta que, segundo o executivo, tem dois papéis complementares: “Ajuda o CFO a ter respostas e ajuda o analista a ter as perguntas certas.”

O Agente Financeiro chega em um formato mais consultivo, mas o roadmap da Kamino é avançar gradualmente para a execução autônoma. O plano prevê que os agentes passem a classificar documentos, conciliar contas, integrar contas em grandes bancos para executar pagamentos e antecipar movimentos estratégicos, por exemplo. Tudo com supervisão humana em um primeiro momento.

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Mais agilidade em tarefas operacionais

O problema que a Kamino mira é antigo e custoso. Estimativas internas da empresa apontam que analistas financeiros dedicam 70% do tempo a tarefas repetitivas, com relatórios estratégicos que podem levar até 15 dias para ficarem prontos. Sem contar o risco de exposição de dados sensíveis quando os times recorrem a ferramentas externas para tentar agilizar o trabalho.

Atualmente, a Kamino atende mais de 5 mil CNPJs e já gerenciou mais de R$ 25 bilhões em transações. O foco são empresas de médio porte, especialmente do setor de serviços, onde a dependência de planilhas e processos manuais ainda é muito alta. Mais de economia

Por ora, a Kamino não tem planos de expansão internacional. A empresa, fundada em 2021 e com mais de R$ 108 milhões captados ao longo de sua história, entende que o mercado endereçável brasileiro ainda oferece espaço suficiente para crescer. O desafio principal agora é a distribuição — avançar no go-to-market para levar a plataforma e seus agentes a um número maior de médias empresas no país.

A empresa também está implementando IA para otimizar as operações internas da empresa. O CTO conta que agentes de código hoje realizam o trabalho que antes ocupava dois desenvolvedores integralmente na área de correção de bugs, por exemplo.

“A gente tinha dois desenvolvedores trabalhando nisso. O que a gente levava semanas codando e horas validando, agora leva horas — e algumas coisas mais simples não precisam nem de validação”, diz. Leia também: Enviados do Irã estão em Doha para conversações sobre possível acordo EUA-Irã

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A mudança, segundo ele, reposiciona o ritmo de crescimento da empresa: “Antes, a tecnologia pautava a velocidade do produto. Agora, quem pauta é a estratégia e o go-to-market.”

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