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Anvisa aprova terapia inovadora para Parkinson avançado após 15 anos

O Vyalev, um medicamento de infusão subcutânea contínua, chega como alternativa crucial para pacientes que não respondem a tratamentos orais ou não são elegíveis para cirurgia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova terapia medicamentosa, o Vyalev, para pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado no Brasil. A autorização foi publicada na última segunda-feira, , no Diário Oficial da União, marcando a primeira inovação significativa na área em cerca de 15 anos, conforme o G1. O tratamento, que combina foscarbidopa e foslevodopa, derivados do principal medicamento contra os sintomas motores da doença, será administrado por meio de um sistema de infusão subcutânea contínua de 24 horas, visando estabilizar os níveis da medicação no organismo e reduzir as flutuações motoras.

Uma Nova Esperança para Pacientes Avançados

O Vyalev representa um avanço importante para indivíduos que enfrentam a progressão da doença de Parkinson e já não obtêm resposta satisfatória dos comprimidos tradicionais de levodopa. Desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, este é o primeiro e único tratamento aprovado pela Anvisa que utiliza a infusão subcutânea contínua de levodopa por 24 horas, conforme divulgado pelo G1. A meta é minimizar as oscilações entre os períodos de controle dos sintomas (chamados de “on”) e as fases em que tremores, rigidez e dificuldades motoras se intensificam (“off”), proporcionando maior estabilidade e qualidade de vida aos pacientes. Leia também: Adolescente é apreendido em Cascavel suspeito de matar o pai

Alternativa à Cirurgia e Resultados Promissores

Além de sua eficácia no controle dos sintomas, o Vyalev surge como uma alternativa crucial para pacientes que não podem ou não desejam se submeter à estimulação cerebral profunda, uma cirurgia utilizada em casos avançados da doença. De acordo com a farmacêutica AbbVie, até 60% dos pacientes possuem contraindicações para o procedimento devido a condições como demência ou instabilidade postural, enquanto outros 45% o recusariam por considerá-lo invasivo. O Dr. Rubens Cury, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), enfatiza que, na fase avançada, a infusão contínua se torna uma opção essencial para quem não responde às terapias orais ou não é candidato à cirurgia, segundo o G1.

A aprovação da Anvisa foi fundamentada em um estudo de fase 3 que acompanhou aproximadamente 130 pacientes com Parkinson avançado ao longo de 12 semanas. Os dados apresentados pela empresa indicam que os participantes que receberam a infusão contínua tiveram um aumento significativo no tempo “on” sem discinesia problemática – uma média de 2,72 horas adicionais, em comparação com 0,97 hora no grupo controle – e uma redução nos períodos “off”. As melhorias foram observadas já na primeira semana de tratamento. Entre os efeitos adversos mais comuns, o G1 aponta reações no local da infusão, movimentos involuntários e alucinações, em sua maioria, considerados leves ou moderados.

O Parkinson no Cenário Nacional

A doença de Parkinson é a segunda condição neurodegenerativa mais prevalente no mundo, afetando um número considerável de pessoas. No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde citados pelo G1, aproximadamente 220 mil indivíduos convivem com a doença. A introdução de uma nova terapia após um longo período de ausência de inovações oferece uma perspectiva renovada para o manejo da doença e a melhoria da qualidade de vida desses pacientes. Leia também: Mulher é morta em Santo Ângelo após revogar medida protetiva Mais de noticia

O que se sabe até agora

  • A Anvisa aprovou o Vyalev, uma nova terapia para a doença de Parkinson avançada.
  • Esta é a primeira inovação terapêutica significativa para Parkinson no Brasil em cerca de 15 anos.
  • O tratamento envolve a infusão subcutânea contínua de foscarbidopa e foslevodopa por 24 horas.
  • É indicado para pacientes que não respondem mais a medicamentos orais ou que não podem/não querem realizar cirurgia de estimulação cerebral profunda.
  • Estudos clínicos de fase 3 demonstraram aumento do tempo de controle dos sintomas e redução das flutuações motoras.
  • A doença de Parkinson afeta cerca de 220 mil pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

A chegada do Vyalev representa um marco para a comunidade médica e para os pacientes brasileiros que vivem com Parkinson avançado. A possibilidade de um tratamento mais estável e eficaz, que também serve como alternativa a procedimentos invasivos, pode redefinir o manejo da doença no país e abrir caminho para futuras inovações, oferecendo uma esperança real de melhoria na qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.

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