← Esporte
Esporte

Saga da prata volta ao centro do debate na temporada

O Brasil é o país que mais vezes chegou à final da Liga das Nações Feminina de vôlei

Saga da prata volta ao centro do debate na temporada

O Brasil é o país que mais vezes chegou à final da Liga das Nações Feminina de vôlei. Foram cinco disputas pelo ouro em oito decisões do torneio, criado em 2018. Mas, apesar do bom desempenho, a seleção nunca ficou com o título.

Neste domingo (26), em Macau, na China, perdeu de virada para a Turquia, por 3 sets a 1, e levou a quinta prata. As sucessivas frustrações em decisões aumentaram o jejum de títulos da equipe brasileira, que não vence um torneio intercontinental desde o Grand Prix de 2017. Diante desse cenário, o ge revisita os últimos anos e mostra como foi construída a sina verde-amarela na VNL.

Leia no AINotícia: Atlético-MG encara Palmeiras em casa pela 20ª rodada do Brasileirão 2026

Seleção brasileira na final da Liga das Nações Feminina de 2026— Foto: Dilara Irem Sancar/

Anadolu via Getty Images Em 2019 e 2021, a seleção comandada por José Roberto Guimarães enfrentou uma forte geração dos Estados Unidos, que se sagraria campeã olímpica em Tóquio. Na primeira final de VNL, o Brasil chegou a abrir 2 sets a 0, mas perdeu um de seus destaques, Natália Zílio, por lesão. Leia também: Brasil perde para Turquia e amarga quinto vice na VNL feminina

Dois anos depois, as brasileiras fizeram outro jogo disputado, mas novamente não conseguiram superar os Estados Unidos, que triunfaram por 3 a 1. A final da VNL de 2021, inclusive, foi uma prévia da decisão olímpica de Tóquio, quando as americanas frustraram os planos de ouro verde-amarelo. Como a edição de 2020 da Liga das Nações Feminina foi cancelada, o Brasil chegou à terceira final consecutiva em 2022.

Com um time bastante modificado, fruto de uma renovação promovida por Zé Roberto depois de Tóquio, a campanha superou as expectativas. Na decisão, derrota de 3 a 0 para a Itália, que também tinha uma equipe bastante jovem, mas muito promissora. Tanto que, nos anos posteriores, a seleção europeia empilhou títulos na VNL e em outros torneios, como as Olimpíadas de Paris 2024 e o Mundial de 2025.

Paola Egonu ataca na final da Liga das Nações de 2022— Foto:

Divulgação FIVB O Brasil só voltaria à final da VNL no ano passado, outra vez contra as italianas, fortalecidas pela sequência de conquistas que construíam. A seleção brasileira até venceu o primeiro set, mas não resistiu ao poderia ofensivo das adversárias, lideradas por duas das melhores opostas do mundo:

Paola Egonu e Ekaterina Antropova. No fim, triunfo da Itália por 3 a 1 e o quarto vice-campeonato para o time de Zé Roberto. Mais de esporte

Vale destacar que, nas primeiras quatro finais, os rivais brasileiros entraram com status de favoritos. A situação foi um pouco diferente em 2026, quando o Brasil eliminou a poderosa Itália na semi e se deparou com a Turquia na grande decisão. Mesmo com desfalques de peso para Zé Roberto, com as ausências, principalmente, de Gabi e Júlia Kudiess, era esperado um equilíbrio na final, e isso ocorreu.

Neste domingo, os números mostram que Brasil e Turquia tiveram desempenhos semelhantes na maioria dos fundamentos: 61 pontos de ataque e sete aces para cada lado. O bloqueio turco levou uma leve vantagem, 14 a 13, mas a maior diferença entre as seleções foi a quantidade de erros cometidos. As brasileiras cederam 17 pontos de graça, contra apenas 12 das adversárias. Leia também: GP da Hungria volta ao centro do debate na temporada

No fim, as campeãs derrubaram seis bolas a mais na partida. Turquia comemora ponto contra o Brasil na final da Liga das Nações Feminina de vôlei— Foto: Volleyball World Certamente, a quinta derrota em finais de Liga das Nações dará novas lições à comissão técnica de Zé Roberto e ao elenco da seleção brasileira. O jejum de grandes títulos incomoda, mesmo com as idas constantes ao pódio, e a decisão da VNL de 2026 foi uma chance importante não aproveitada.

Mas há pouco tempo para lamentações, e as jogadoras sabem disso. Entre os dias 8 e 13 de setembro, o Brasil voltará à quadra para a disputa do Sul-Americano Feminino, no Maracanãzinho. A seleção é dominante no continente e buscará o 16º título consecutivo.

Desta vez, porém, o ouro dará também vaga nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. Carimbar a classificação com dois anos de antecedência oferecerá tranquilidade para o restante do ciclo e fará com que Zé Roberto tenha tempo de focar em uma grande conquista intercontinental.- 2024: Itália- 2025: Itália*- 2026: Turquia*

*Anos em que o Brasil foi vice-campeão.

Brasil perde para Turquia e amarga quinto vice na VNL feminina
Esporte

Brasil perde para Turquia e amarga quinto vice na VNL feminina

Ler matéria →

Leia também