Romeu Zema é Entrevistado por G1 e GloboNews Sobre Plano de Governo
Ler matéria →Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, delineou nesta quinta-feira (6) suas principais propostas para o país, caso eleito, prometendo um "choque" na área fiscal, privatização de estatais— a começar pela Petrobras— e uma reforma profunda no Poder Judiciário. As declarações foram feitas em entrevista, onde o ex-governador de Minas Gerais detalhou seu plano para enxugar a máquina pública e gerar economia bilionária.
Propostas para a Economia e Gestão Pública
Zema defendeu uma abordagem radical para a economia brasileira, com a privatização de "tudo" que for possível, iniciando pela Petrobras. Ele citou sua experiência como governador de Minas Gerais, período em que, segundo ele, 118 empresas foram privatizadas. O candidato também afirmou que, no comando do país, terá o "capital político" necessário para concretizar essas vendas, diferentemente do que ocorreu em Minas Gerais, onde não conseguiu avançar com a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) por falta de apoio.
Além das privatizações, o plano de Zema para o governo federal inclui reformas administrativa e previdenciária, bem como a melhoria de programas sociais existentes. Ele propõe um "enxugamento" da administração pública, com a redução de ministérios, visando maior eficiência. Segundo o candidato, um conjunto de quatro medidas na área fiscal tem o potencial de gerar uma economia de cerca de R$ 1 trilhão ao longo dos próximos 20 anos. Tal cenário, de acordo com sua visão, seria bem recebido pelo mercado, contribuindo para uma significativa redução da taxa de juros, que poderia cair para menos da metade do patamar atual.
Experiência em Minas Gerais e Contas Públicas
Questionado sobre sua gestão em Minas Gerais e o estado financeiro com um caixa negativo de R$ 11 bilhões, conforme dados do Tesouro, Zema argumentou que recebeu o estado em uma situação de "massa falida". Ele mencionou que 240 mil servidores públicos estavam com o nome negativado devido a empréstimos consignados cujos valores foram descontados, mas não repassados aos bancos pela gestão anterior. O candidato também citou atrasos nos repasses de ICMS e IPVA aos municípios e dificuldades no pagamento de fornecedores como parte do legado que assumiu. Leia também: Romeu Zema é Entrevistado por G1 e GloboNews Sobre Plano de Governo
Hoje, Zema afirma que todos esses compromissos estão "rigorosamente em dia", e que a dívida atual do estado é com a União. Ele qualificou sua passagem pelo governo de Minas Gerais como uma "curva de aprendizado", que o prepara para assumir a Presidência "muito mais bem preparado".
Reforma no Judiciário e Escolha de Ministros do STF
No campo do Poder Judiciário, Zema propôs uma "reforma profunda". Ele negou que suas ideias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pudessem gerar uma crise institucional e defendeu mudanças no processo de escolha dos ministros da Corte. A proposta envolve a adoção de uma lista tríplice, a ser elaborada com a participação de diferentes instituições, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Ministério Público Federal (MPF) e o Senado Federal.
Zema afirmou que sua entrada na política é motivada por "indignação" e "inconformismo", declarando que não estaria no cenário político se fosse para agir como a maioria, "atrás de interesses".
O que se sabe até agora
- Romeu Zema, candidato do Novo, propõe um "choque" na área fiscal e a privatização de estatais, a começar pela Petrobras.
- Ele prevê uma economia de cerca de R$ 1 trilhão em 20 anos com quatro medidas fiscais e a redução da taxa de juros pela metade.
- Sua gestão em Minas Gerais, com 118 empresas privatizadas, é citada como base para as propostas federais.
- Zema defende uma reforma profunda no Judiciário, incluindo uma lista tríplice para a escolha de ministros do STF, com participação de OAB, STJ, MPF e Senado.
- O candidato justifica o caixa negativo de R$ 11 bilhões em MG pelo estado de "massa falida" que recebeu, com compromissos agora em dia.
Perguntas frequentes
Qual é a principal proposta econômica de Romeu Zema?
A principal proposta econômica de Romeu Zema é um "choque" na área fiscal, acompanhado pela privatização de "tudo", começando pela Petrobras. Ele também defende reformas administrativa e previdenciária e a redução de ministérios. Mais de politica
Como Zema pretende gerar economia para o país?
Zema planeja gerar uma economia de cerca de R$ 1 trilhão em 20 anos por meio de quatro medidas fiscais específicas e um amplo programa de privatizações. Ele acredita que essas ações também contribuirão para a redução da taxa de juros. Leia também: Política: Panorama Semanal da Dívida, Tensão Institucional e Eleições
O que Zema propõe para o Supremo Tribunal Federal (STF)?
Para o STF, Romeu Zema defende uma reforma profunda no Judiciário e a adoção de uma lista tríplice para a escolha de novos ministros. Essa lista seria elaborada com a colaboração de entidades como OAB, STJ, Ministério Público Federal e Senado.
Como Zema explica o caixa negativo de Minas Gerais em sua gestão?
Zema atribui o caixa negativo de R$ 11 bilhões em Minas Gerais à situação de "massa falida" em que recebeu o estado. Ele mencionou atrasos em repasses de consignados a servidores e dívidas com municípios e fornecedores da gestão anterior, afirmando que os compromissos estão hoje em dia.
As propostas de Romeu Zema para a Presidência da República sinalizam uma agenda de forte reformismo econômico e institucional, alinhada à sua trajetória política e experiência em Minas Gerais. A ênfase em privatizações, rigor fiscal e mudanças no Judiciário coloca em perspectiva o debate para as próximas eleições, destacando os caminhos que o país pode seguir em busca de reestruturação e crescimento. Para o eleitor, entender esses pilares é fundamental para avaliar o impacto das propostas no cotidiano e no futuro da administração pública brasileira.





