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“Realizei todos os sonhos de um atleta mesmo com asma”: 3 lições de Cesar Cielo sobre a doença

Veja como ele gerencia a doença, a importância do exercício e do tratamento Primeiro campeão olímpico brasileiro na natação e detentor de vários recordes de nado livre

“Realizei todos os sonhos de um atleta mesmo com asma”: 3 lições de Cesar Cielo sobre a doença

“Realizei todos os sonhos de um atleta mesmo com asma”: 3 lições de Cesar Cielo sobre a doença Recordista olímpico compartilha a rotina do esporte de alto rendimento com asma. Veja como ele gerencia a doença, a importância do exercício e do tratamento Primeiro campeão olímpico brasileiro na natação e detentor de vários recordes de nado livre, o atleta Cesar Cielo sempre conviveu com um adversário invisível: a asma.

Filho de um pediatra também asmático, ele sempre seguiu o tratamento a risca para que conseguisse conquistar os melhores resultados em competições mundiais. E, para ajudar na conscientização sobre esta e outras doenças respiratórias, o nadador se tornou embaixador da campanha A Saúde Está no Ar:

Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Novidades em Tratamentos e Cuidados Essenciais

Cada Respiração Importa, organizada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). “Consegui chegar aos maiores sonhos que um atleta pode chegar sendo asmático, e a mensagem é, quando você pratica atividade física e faz o tratamento adequado, a sua vida vai ser compatível com qualquer sonho que você tenha“, afirma Cielo, que participou do evento de lançamento da campanha em São Paulo, nesta terça-feira (5), que também é Dia Mundial da Asma. A seguir, confira algumas lições do nadador sobre como contornar os incômodos e riscos da doença no dia a dia — e o que os médicos pensam sobre isso.

1. Faça atividade física (com acompanhamento) “

O esporte transformou a minha vida”, celebra Cielo. E pode ser uma peça fundamental para a saúde de outros pacientes também. Segundo o atleta, cidades que trabalham em parceria com o Instituto Cesar Cielo, como Valinhos e Itajaí, tem registrado menores índices de atendimento por problemas respiratórios. Leia também: Peptídeos e longevidade ganha destaque após novo desdobramento em peptídeos e longevidade: entre as promessas e os limites da evidência desvende os peptídeos mots-c e epitalo e entenda o que a

“ A gente sabe que os postos de saúde próximos às piscinas onde atuamos tiveram uma redução drástica de atendimentos depois que os nossos trabalhos começaram”, conta. “

A ciência já comprovou que há duas coisas que aumentam a expectativa de vida em, no mínimo, cinco anos: se alimentar bem e fazer atividades física desde a infância”, complementa Emilio Pizzichini, coordenador da comissão de asma da SBPT. Segundo os médicos, o importante é que quem tenha problemas pulmonares seja bem acompanhada para ter condições de incluir os exercícios na rotina, sem riscos. “

A função do médico é torná-la apta a fazer o esporte, com atenção ao diagnóstico, ao tratamento e à evolução da doença”, considera Ricardo de Amorim Corrêa, presidente da SBPT. O pneumologista também ressalta que qualquer atividade física feita com o devido acompanhamento pode trazer benefício para o controle da asma, não apenas a natação. “A natação pode, inclusive, piorar sintomas e atacar a rinite de alguns pacientes por causa da presença de cloro na água”, pondera Corrêa.

Além da melhora na capacidade pulmonar, a atividade física também é essencial para a manutenção dos músculos, que são um indicativo positivo de qualidade e expectativa de vida. 2. Capriche na organização Mais de saude

A asma é uma doença crônica, ou seja, que não tem cura e que vai acompanhar o paciente para o resto da vida. Mas há controle! Com o uso adequado de medicamentos e a adesão de bons hábitos de vida, é possível evitar crises e ter uma boa qualidade de vida.

Para isso, é preciso ter um dia a dia regrado e não abandonar o tratamento, com consultas regulares para possíveis ajustes. “É muito fácil ser regrado quando se é atleta. Você acorda, come, treina tudo direitinho.

Então, sempre fiz o tratamento direito”, conta Cielo. No entanto, após a aposentadoria das piscinas, o nadador admite que passou a deixar as medicações em segundo plano. E aí começaram a aparecer as consequências: mesmo depois de tantos anos de experiência, o atleta se pega perdendo o fôlego quando esquece as medicações — e “passa vergonha na frente do amigos”, contou no evento. Leia também: O que acontece com o cérebro ao comer um ovo por dia, cinco vezes por semana

Uma vez, durante uma competiçã , o atleta, que não parava para respirar enquanto nadava, emergiu duas vezes para tomar um ar porque havia esquecido da medicação durante a viagem. “ Esse tipo de coisa é algo que pode te prejudicar nas provas.

Ainda bem que o médico da equipe tinha uma reserva e consegui me recuperar”, lembra. Os médicos ressaltam que o acesso aos medicamentos ainda é um desafio aos pacientes brasileiros, e a falta dos remédios no Sistema Único de Saúde (SUS) compromete a evolução de grande parte das pessoas que convivem com asma. “Temos um novo PCDT [Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica] para asma, mas o Brasil ainda não conseguiu implementá-lo, o que prejudica especialmente, aqueles que tem asma grave e precisam de doses regulares”, afirma Pizzichini.

3. Tenha uma rede de apoio Você provavelmente não tem uma equipe preparada como um atleta olímpico, mas é importante que tenha familiares e amigos que saibam sobre a sua condição e tenham condições de socorrer em caso de crises.

Não hesite em falar sobre o problema.

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