Morte em Paulistana: Perícia aponta causa não natural e investiga terceiros
Ler matéria →A médica-veterinária e influenciadora digital Raylane Diba Ferrari, de 29 anos, foi colocada em liberdade na manhã desta terça-feira (5), em Campo Grande, após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 4,8 mil. Ferrari havia sido detida na segunda-feira (4) sob a suspeita de comercializar xampu para cavalos destinado ao uso humano, com indícios de manipulação de produtos.
Soltura e Medidas Cautelares
Após passar por audiência de custódia, a Justiça determinou a liberdade provisória de Raylane Diba Ferrari, mas impôs uma série de medidas cautelares. Entre as restrições estão a suspensão de seu direito de exercer a profissão de médica-veterinária, a permanência em prisão domiciliar e a obrigatoriedade de comparecimento a todas as audiências judiciais relacionadas ao caso. A prisão inicial da veterinária ocorreu no bairro Universitário, na capital sul-mato-grossense, onde ela mantém um pet shop. Leia também: Belém: Superintendente da Secult é exonerado após denúncias de não pagamento a jurados do Carnaval
A Investigação e a Defesa em Conflito
A investigação aponta que os produtos de uso veterinário eram anunciados e vendidos pela internet, principalmente por meio das redes sociais da própria Raylane, onde ela possui centenas de milhares de seguidores. Nesses canais, ela supostamente incentivava o uso desses itens em pessoas, promovendo benefícios estéticos, especialmente para o cabelo. Em uma das postagens, a veterinária chegou a declarar, em tom desafiador: “Vocês concordam comigo que, se eu sou veterinária, posso usar produtos veterinários no meu cabelo, né? Ah, não pode? Olhem aqui o tamanho desse meu cabelão. Não pode é ficar careca.” Em outro vídeo, ela afirma ter vendido mais de 20 mil unidades do xampu.
A defesa de Raylane, entretanto, sustenta que ela não possuía conhecimento técnico sobre a composição dos produtos e que sua atuação se restringia à revenda e divulgação, de forma similar a outros influenciadores digitais que promovem itens já existentes no mercado. Contudo, essa versão entra em conflito com as evidências apresentadas pela polícia. Imagens analisadas pela investigação mostram a veterinária manipulando um dos produtos e inserindo uma substância com o auxílio de uma seringa, o que levanta suspeitas sobre a manipulação irregular das fórmulas antes da venda. Durante a ação policial no pet shop, foram encontrados indícios de alteração nos produtos, além de mercadorias já embaladas e prontas para serem enviadas a clientes em diversas regiões.
Risco aos Consumidores e Próximos Passos
A principal preocupação da polícia é se a comercialização e eventual manipulação dessas substâncias poderiam ter colocado os consumidores em risco. O caso segue em apuração, e as autoridades devem analisar detalhadamente o conteúdo dos vídeos e outros materiais apreendidos para determinar o nível exato de participação da veterinária no processo – se apenas de divulgação ou também de preparo dos produtos. A origem das substâncias e a identificação de possíveis vítimas também serão pontos-chave da investigação. Leia também: Romeu Zema em Caruaru: Pré-candidato visita Nordeste e minimiza polêmicas passadas Mais de noticia
O que se sabe até agora:
- A médica-veterinária Raylane Diba Ferrari foi solta em, após pagar fiança de R$ 4,8 mil.
- Ela foi presa sob suspeita de vender xampu de cavalo para uso humano em Campo Grande (MS), via internet.
- Medidas cautelares incluem suspensão do registro profissional e prisão domiciliar.
- A defesa alega que ela era apenas influenciadora e revendedora, sem manipular produtos.
- A polícia possui vídeos que mostram Raylane manuseando produtos com seringa, levantando suspeita de manipulação.
- A investigação apura riscos aos consumidores e o nível de participação da veterinária no processo.
O caso de Raylane Diba Ferrari ressalta a complexidade e os riscos envolvidos na interseção entre influenciadores digitais e a venda de produtos sem regulamentação adequada, especialmente quando se trata de itens com potenciais implicações para a saúde humana. A continuidade da investigação será crucial para esclarecer a extensão das práticas e as responsabilidades envolvidas, protegendo a saúde pública e a integridade dos consumidores que confiam em figuras públicas para recomendações.

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