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Por que o medo vai definir a eleição para presidente da Colômbia deste domingo

Crédito, AFP via Getty Images Legenda da foto, A morte do pré-candidato Miguel Uribe marcou o tom da campanha eleitoral colombiana Article Information Author, Daniel

Por que o medo vai definir a eleição para presidente da Colômbia deste domingo
Mulher olha para retrato do pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe

Crédito, AFP via Getty Images

Legenda da foto, A morte do pré-candidato Miguel Uribe marcou o tom da campanha eleitoral colombiana
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    • Author, Daniel Pardo
    • Role, BBC News Mundo
  • Published Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 9 min

No dia do atentado contra o pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe Turbay (1986-2025), uma figura em ascensão da direita com apenas 39 anos, os colombianos tiveram um déjà vu.

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"Voltamos ao passado", pensaram muitos.

A morte de Uribe dois meses depois do atentado, em agosto de 2025, foi um balde de água fria para uma nação que parecia ter superado os piores momentos da guerra, nos anos 1980 e 1990. Naquela época, os assassinatos por motivos políticos, bombas e sequestros eram rotineiros.

A Colômbia não enfrenta mais um conflito armado que ameace sua democracia, nem índices de homicídio que façam do país o mais violento do mundo, como ocorria 30 anos atrás. Leia também: A crise de energia que deixa 90% dos venezuelanos vivendo no escuro

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Mesmo com seus problemas, a assinatura do acordo de paz entre o Estado e a maior guerrilha da época (as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em 2016, trouxe uma evolução. Era o início de uma nova etapa, em que assuntos como aposentadorias, desigualdade ou meio ambiente passaram a liderar o ranking de prioridades.

Em 2022, após protestos sociais que evidenciaram a vontade de mudanças, o ex-guerrilheiro Gustavo Petro foi eleito presidente.

Foi a primeira vez em dois séculos em que um movimento popular de esquerda chegou ao poder no país. E algumas pessoas talvez tenham pensado que o país havia virado a página da violência.

Mas não foi o que aconteceu. Mais de mundo

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de terno, com a bandeira do país ao fundo e dois soldados à frente

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, O ex-guerrilheiro Gustavo Petro foi eleito presidente em 2022, após protestos sociais que evidenciaram a vontade de mudanças

Durante os quatro anos do seu mandato, Petro quis negociar a desmobilização dos diversos grupos armados que ainda operam na Colômbia. Ele chamou esta ambiciosa iniciativa de "Paz Total".

Seu objetivo era pactuar acordos com todos, apesar das notáveis diferenças entre as partes: narcotraficantes, praticantes de extorsões, ex-guerrilheiros, ex-paramilitares e inúmeras outras classes que se agrupam de forma caótica.

A violência diminuiu na Colômbia após 2016, mas não foi eliminada. Ela se transformou e se fragmentou, ficando desordenada.

A Promotoria colombiana atribui a autoria intelectual do assassinato de Uribe Turbay a uma das dissidências das Farc, chamada Segunda Marquetalia.

O crime não é o tema mais presente na campanha presidencial, mas, observando agora, às vésperas das eleições deste domingo (31/5), ele definiu o tom da disputa.

Negociações com o ELN na Venezuela, com a participação do candidato à presidência da Colômbia Iván Cepeda
Legenda da foto, Iván Cepeda, à direita, foi um dos cérebros da iniciativa Paz Total. Na imagem, ele aparece durante as negociações com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional, na Venezuela

A transformação da violência

A candidata à Presidência colombiana Paloma Valencia e o ex-presidente do país Álvaro Uribe
Legenda da foto, Paloma Valencia é a opção mais moderada, mas também representa o uribismo

O efeito sobre as eleições

O candidato à Presidência da Colômbia Abelardo de la Espriella
Legenda da foto, Abelardo de la Espriella adotou a linha do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, na aparência e no discurso
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