
Crédito, Artur Rodionov/Acervo pessoal
- Author, Peter Ball
- Role, Serviço Mundial da BBC
- Published Há 35 minutos
- Tempo de leitura: 8 min
Um avião da Força Aérea Real Britânica (RAF), que transportava o Secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, sobrevoava a Estônia perto da fronteira com a Rússia na semana passada quando algo estranho aconteceu.
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De acordo com dados de voo analisados pelo Serviço Mundial da BBC, o transponder da aeronave repentinamente começou a indicar que ela estava em território russo, a 300 quilômetros de distância de onde estava segundos antes.
Supostamente, o avião estava voando a apenas 11 quilômetros por hora sobre um lago perto de São Petersburgo. Mas nada disso era verdade. O sistema de navegação da aeronave havia sido afetado por um ataque cibernético. Isso ocorre quando uma área é inundada por sinais de rádio que imitam os de GPS.
Como os sinais de satélite são relativamente fracos quando chegam à Terra, um transmissor terrestre pode emitir sinais falsificados mais fortes, que podem ser captados por sistemas de navegação, incluindo os de aeronaves. Leia também: Como meu irmão foi de ator liberal em Hollywood a 'messias' da machosfera
Pilotos da Força Aérea Real foram forçados a guiar a aeronave usando um sistema de navegação mais antigo e menos preciso, que opera em paralelo com o GPS. O Ministério da Defesa britânico declarou que a segurança da aeronave não foi comprometida.
Na verdade, não foi a única aeronave na área afetada naquele dia. Dados compartilhados com a BBC pela consultoria de aviação SkAI Data Services mostram que mais de cem aeronaves com passageiros a bordo estavam transmitindo localizações incorretas como resultado de falsificação de sinal.
Os mesmos dados indicam que a falsificação e o bloqueio de sinal — outro tipo de interferência que mascara os sinais de satélite para impedir o funcionamento do GPS — estão se tornando cada vez mais comuns em áreas próximas a zonas de guerra ou onde há muita atividade militar, como a região do Mar Báltico, o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, a Índia, o Paquistão e a área ao redor de Mianmar.

Crédito, Getty Images
Em março, 5.381 voos relataram falsificação, um aumento em relação aos 99 de fevereiro e aos 14 de janeiro, segundo a SkAI Data Services. Mais de mundo
Os casos na região do Báltico dispararam de 17.243 em 2024 para 59.447 em 2025, ainda de acordo com a SkAI Data Services.
Esse aumento coincide com o crescente uso de ataques com drones no conflito entre a Rússia e Ucrânia.
Outras rotas aéreas movimentadas na Europa, no Oriente Médio e na Ásia também sofreram com falsificação ou interferência de GPS, com uma média de mais de 800 voos afetados diariamente em todo o mundo neste ano. Leia também: Governo Lula vê interferência dos EUA nas eleições e não descarta novas ações
Considerando que a tecnologia necessária para isso é facilmente encontrada na maioria dos países, especialistas temem que esse fenômeno se torne generalizado.
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Fim do content
Falsificação atrapalha mesmo pilotos experientes
Este foi o problema que o piloto britânico Sam Rutherford enfrentou quando pilotava um avião de quatro lugares da Arábia Saudita para Omã no mês passado.
Quando estava próximo da fronteira entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, os sistemas de navegação e o piloto automático pararam de funcionar.
A princípio, ele pensou que poderia ser um problema com o avião, mas várias companhias aéreas na região relataram o mesmo problema.

Os riscos da falsificação
Interferências permitidas

Soluções possíveis
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