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Por que colisão de foguete errante da SpaceX com a Lua oferece 'oportunidade

Crédito, Reuters Legenda da foto, A última vez em que se teve notícias da colisão acidental de uma parte de foguete com a Lua ocorreu em 2022 Article Information Author

Por que colisão de foguete errante da SpaceX com a Lua oferece 'oportunidade
Vista de crateras da Lua

Crédito, Reuters

Legenda da foto, A última vez em que se teve notícias da colisão acidental de uma parte de foguete com a Lua ocorreu em 2022
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    • Author, Pallab Ghosh
    • Role, Repórter de ciências, BBC News
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 6 min

Um foguete errante da SpaceX teria colidido com a Lua, formando uma cratera perto de um famoso ponto de referência da superfície lunar e oferecendo aos cientistas uma oportunidade única de pesquisa que poderá ajudar em missões futuras.

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O estágio superior vazio de um foguete Falcon 9 teria atingido a Lua perto da cratera Einstein, a uma velocidade de cerca de 8.700 km/h, nesta quarta-feira (05/08).

Astrônomos amadores teriam dificuldade de captar o brilho curto e dramático do evento, mesmo com telescópios de última geração. Mas os observatórios maiores no continente americano estão analisando as informações.

Precisaremos de dias ou até semanas para conhecer o quadro completo do que aconteceu e saber o que poderemos aprender com o episódio. Mas, para os geólogos planetários, esta colisão acidental é uma dádiva científica. Leia também: Revogação de visto de embaixadora do Brasil nos EUA é 'instrumento arbitrário

Foguete com brilho intenso observado subindo no céu escuro, com uma nuvem de fumaça atrás dele

Crédito, Reuters

Legenda da foto, O foguete que atingiu a Lua era um Falcon 9, similar a este que transportou astronautas para a Estação Espacial Internacional, em fevereiro deste ano

O foguete Falcon 9, da SpaceX, é um modelo reutilizável que foi enviado para o espaço em diversas missões. Seu projeto permite que parte do foguete retorne à Terra, mas outras seções são espalhadas pelo espaço.

O foguete foi lançado na Flórida, nos Estados Unidos, em janeiro do ano passado, levando dois módulos lunares. Sua missão de disparar o estágio superior com força suficiente para enviar os módulos para fora da órbita da Terra, em um trajeto em direção à Lua, foi cumprida.

O estágio descartado tem o tamanho aproximado de um edifício de cinco andares e pesa pelo menos quatro toneladas. Ele foi mantido à deriva em uma longa órbita em loop, que seguia em direção à Lua e voltava.

Nos 18 meses seguintes, a suave atração gravitacional da Terra, da Lua e do Sol, em conjunto com a luz solar, deu um fraco impulso ao estágio. Mais de mundo

Os astrônomos que rastreavam aquela parte do foguete conseguiram calcular que essas pequenas forças o colocaram em curso em direção à Lua, ganhando velocidade a cada dia. Leia também: Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para embaixada em Brasília e pivô

O impacto teria ocorrido perto das 2h35 (hora de Brasília) desta quarta-feira (05/08), em plena luz do dia em muitas partes do mundo. Mas o minúsculo clarão produzido teria sido fraco demais para ser observado, mesmo ao telescópio.

Astrônomos amadores observando no escuro também teriam tido poucas possibilidades reais de observar o clarão, que teria durado uma fração de segundo.

Além disso, o choque teria ocorrido em uma região iluminada pelo Sol, o que também pode ter dificultado a observação da nuvem de poeira, que teria se espalhado por até 100 km de distância, por vários minutos.

As próprias espaçonaves existentes em órbita da Lua não estavam no ponto certo da órbita, no momento certo, para observar o impacto ao vivo.

A nave sul-coreana Danuri era a mais propícia. Ela passou perto do local pouco antes da colisão. Sua equipe declarou à imprensa da Coreia do Sul que eventuais filmagens só seriam publicadas depois que os pesquisadores terminassem sua análise.

A cratera lunar Einstein, em imagem colorida, com uma cratera menor no seu interior
Legenda da foto, A cratera Einstein tem mais de 180 km de largura, o tamanho suficiente para conter uma cratera menor no seu interior
Ilustração de uma série de satélites e lixo espacial em órbita da Terra
Legenda da foto, Cientistas afirmam que fragmentos lançados ao espaço vêm se acumulando há décadas em torno da Terra
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