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Orforglipron ganha destaque após novo desdobramento em orforglipron: nova

Orforglipron: nova pílula emagrecedora anunciada no Paraguai pode oferecer riscos Em evento com influencers brasileiros, laboratório Éticos divulgou que lançará sua

Orforglipron ganha destaque após novo desdobramento em orforglipron: nova

Orforglipron: nova pílula emagrecedora anunciada no Paraguai pode oferecer riscos Em evento com influencers brasileiros, laboratório Éticos divulgou que lançará sua própria versão do remédio ainda não aprovado no Brasil O laboratório Éticos, do Paraguai, divulgou, na última semana, que irá lançar sua própria versão do medicamento orforglipron, uma pílula com ação semelhante a das canetas injetáveis anti-obesidade e diabetes.

Apesar disso, o produto original, desenvolvido pela Eli Lilly— mesma farmacêutica por trás do Mounjaro —, é protegido por patente internacional, o que impede que outras empresas o reproduzam na maior parte do mundo. Ocorre que brechas na legislação paraguaia permitem a produção de cópias de medicamentos patenteados, mas a ausência dos mecanismos de fabricação originais impossibilita a garantia de uma reprodução equivalente, alertam especialistas. Produtos copiados também não passam por processos regulatórios e científicos que garantem a sua segurança e eficácia.

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Por essa razão, especialistas alertam que fazer uso do produto paraguaio representa riscos sérios à saúde. A própria versão original do produto ainda não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, portanto, não pode ser comercializada no Brasil. @gabrielfelipesilvas

Em breve novo lançamento do Laboratório Éticos !! A cada tempo surgi novidades na luta contra a Ob3$id4d3 !! #lancamento #eticos #paraguay #novidades #py ♬ som original– Gabriel Felipe Lançamento no Paraguai em português e com influencers brasileiros

Na última semana, o laboratório Éticos, conhecido pela comercialização da substância Lipoless (suposta versão do Mounjaro), promoveu, no Paraguai, um evento de pré-lançamento do Orfoglip, o seu próprio orforglipron. Em vídeos que circulam nas redes sociais, dois apresentadores anunciam, em português, que irão apresentar uma novidade ao público. Em seguida, em um grande telão, surge o nome do produto, seguido da palavra “próximamente” (“em breve”, em espanhol), enquanto explodem espécies de fogos de artifício e lança-confetes. Leia também: Blanching ganha destaque após novo desdobramento em blanching: para que serve

A ação contou com a presença de diversos influenciadores brasileiros, que repercutiram as informações do evento para o público do país. Para médicos e especialistas, o foco da divulgação voltado ao Brasil— um país onde esses produtos não são autorizados— levanta preocupações sobre o potencial estímulo ao consumo e à circulação irregular dessas substâncias no território nacional. Vale dizer que o evento paraguaio ocorreu poucos dias depois do congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA), onde foram apresentados resultados de novos estudos com o Fundayo (nome comercial da substância original), agora focados, em especial, no público com diabetes tipo 2.

“No congresso, vimos como ele é um medicamento já bem prestigiado nos Estados Unidos”, opina o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sbem) Clayton Macedo. Em meio ao clima positivo em torno da substância, o evento paralelo para divulgação do “Orfoglip“, ainda que se apresente como um “pré-lançamento”, pode ser o bastante para movimentar o mercado paralelo. “Isso já é o suficiente para correr a notícia de que agora existe um comprimido de oral que emagrece, que não precisa de jejum e que é barato”, alerta Macedo.

Enquanto a Éticos já anuncia o seu produto, a versão original do orforglipron ainda não está disponível na maior parte do mundo. Isso porque a Eli Lilly concluiu a última fase dos estudos com humanos recentemente. O medicamento foi, então, apresentado às agências reguladoras, que devem conduzir análises próprias para atestar a segurança e eficácia da substância.

Em abril deste ano, os resultados levaram a agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA, à liberar a comercialização do produto. Já no Brasil, a autorização ainda não foi concedida. O perfil Café Con Monjaro, que divulga versões “alternativas” da tirzepatida, também falou sobre a nova droga: @dr.cafeconmonjaroÉTICOS ANUNCIA

O NOVO ORFOGLIP♬ som original– dr.cafeconmonjaro Por que é perigoso O orforglipron tem mecanismo de ação semelhante ao das chamadas Mais de saude

“canetas emagrecedoras”, que replicam a função do hormônio natural GLP-1, ligado à saciedade e ao controle da glicose. No entanto, por ser em comprimido, traz a vantagem de dispensar a aplicação com agulhas. Embora apresente resultados de emagrecimento um pouco menores do que os associados ao uso de produtos como Ozempic e Mounjaro— na ordem de 12%, segundo a fabricante— ele acende expectativas pela facilidade de consumo e custos de produção e comercialização mais baixos.

No entanto, tanto o “Orfoglip” quanto os outros produtos paraguaios feitos a partir de medicações protegidas por patente não percorreram o mesmo caminho científico que as versões originais. Esse percurso engloba estudos em células, seguidos por testes em animais e, então, ensaios em humanos (divididos em fases que avaliam segurança, dosagem e eficácia). Por fim, vêm as análises de diferentes agências regulatórias de todo o mundo.

Eles também não têm pesquisas publicadas em periódicos científicos, com transparência a respeito dos testes realizados em seus laboratórios. Sem essas etapas, não há qualquer garantia sobre o que está dentro da embalagem, em que dose e nível de pureza, nem se é seguro para consumo humano. Além disso, é proibida a entrada de drogas não autorizadas pela Anvisa no Brasil. Leia também: Bonnie Tyler acorda de coma após um mês; veja o estado de saúde da cantora

E não só a versão paraguaia como o próprio Fundayo não foram analisados e aprovados no país. Portanto, substâncias vendidas como “orforglipron” no território nacional não são legalizadas e, possivelmente, entraram no país por meio de tráfico, sem garantia de segurança no transporte e armazenamento. “É perigoso, porque é algo desconhecido“, alerta Macedo.

Segundo destaca o médico, podem acontecer falhas em uma série de etapas da cadeia produtiva desse tipo de produtos, mas não há transparência, tampouco comprovações científicas, sobre como elas são conduzidas para as versões alternativas. “ A gente não sabe de onde veio o princípio ativo, nem como foi feito o transporte do produto, sua conservação térmica ou esterilização”, diz.

Laboratório já anunciou retatrutida Um movimento semelhante ocorre com a retatrutida, substância, também da Eli Lilly, que ainda não saiu dos laboratórios. Em março, a Éticos também realizou um grande evento para anunciar a sua cópia da substância, que recebeu o nome de ReduFast.

A ação contou com a presença de figuras públicas como a atriz Deborah Secco e o influenciador fitness Renato Cariani, ativamente envolvido com divulgações dos produtos do marca no Brasil. Na ocasião, o evento luxuoso apresentou, até mesmo, a futura embalagem do produto. Por outro lado, nem a versão original já teve qualquer tipo de pré-lançamento, pois não é permitido fazer propaganda de um medicamento ainda em estudos.

Após a repercussão, o Éticos emitiu um comunicado oficial informando que, embora entendesse que a comunicação tenha gerado expectativas, o objetivo da ação teria sido apenas demonstrar os seus esforços em pesquisa. Na nota, afirmou que nenhum produto farmacêutico seria lançado no mercado sem ter obtido previamente a aprovação das autoridades regulatórias internacionais competentes. Antes disso, a própria autoridade sanitária paraguaia, a Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria (Dinavisa), havia emitido nota sobre o tema, esclarecendo que não concedeu autorização para importação, fabricação, distribuição, promoção ou comercialização do produto no país.

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