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jogos da copa amanha: o detalhe que mais repercutiu

Após reterem dupla do Irã, EUA repetem que não permitirão 'terroristas' Resumo Após o primeiro jogo do Irã em território norte-americano na noite de ontem

jogos da copa amanha: o detalhe que mais repercutiu

Após reterem dupla do Irã, EUA repetem que não permitirão 'terroristas' Resumo Após o primeiro jogo do Irã em território norte-americano na noite de ontem, houve um novo incidente com parte da equipe, retida para averiguações no aeroporto de Los Angeles. Os Estados Unidos disseram ao UOL que não permitirão que a seleção iraniana "abuse do sistema de vistos para infiltrar terroristas nos EUA sob falsos pretextos".

A manifestação de hoje foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado, após questionamentos da reportagem sobre as circunstâncias em que a saída dos iranianos acabou atrasada. O atacante Medhi Taremi e o auxiliar Saeid Alhouei acabaram retidos por autoridades dos EUA no aeroporto. A ocorrência foi divulgada pela Federação Iraniana de Futebol, que não explicou quanto tempo durou o episódio nem como foi justificado ou solucionado.

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Não é a primeira vez que autoridades americanas justificam suas restrições ao Irã recorrendo ao argumento do risco de terrorismo e à segurança interna do país. Não há precedentes na história das Copas do Mundo de que um país anfitrião do torneio sedie a competição enquanto está em guerra com um dos países participantes do Mundial. O UOL questionou também o CBP, órgão de controle e patrulha de fronteiras que atua nos aeroportos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Leia também: Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão cantam juntos em São Paulo; veja agenda

" Seleção oprimida", disse técnico O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, expressou frustração ao dizer que a delegação foi informada, após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, que teria que se deslocar imediatamenta para Tijuana, no México, onde está baseada.

" O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram.

Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei o porquê. É por isso que digo que a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo", disse Ghalenoei. Segundo a federação iraniana, há ainda outro problema para a equipe para o segundo jogo no torneio.

O atacante Mehdi Torabi teria obtido visto para entrada única nos Estados Unidos e agora precisaria de uma nova autorização de entrada para as próximas partidas, o que já teria sido pedido. Questionado sobre se ainda haveria pendências na documentação para autorização de entrada nos EUA em relação à seleção iraniana, o porta-voz do Departamento de Estado disse ao UOL que "os vistos necessários para o Irã competir na Copa do Mundo, incluindo os de atletas e da equipe de apoio indispensável, foram emitidos". O que diz a Fifa Mais de entretenimento

A situação da seleção iraniana, que originalmente deveria estar baseada no Arizona, nos EUA, e permanecer em território norte-americano para as partidas do Grupo G, do qual que faz parte, pode configurar uma violação a dois artigos do regulamento da Copa do Mundo da Fifa. Segundo o colunista do UOL Rodrigo Mattos, o artigo 17 diz que cada time participante tem o direito de jogar partidas amistosas até 5 dias antes do início do torneio em um dos países sede e o artigo 18 determina que cada seleção deve chegar ao país sede de seu primeiro jogo da fase de grupo 5 dias antes de sua estreia. Nada disso foi cumprido no caso do Irã.

Ontem, enquanto o time estava no Estádio de Los Angeles, o presidente da Fifa Gianni Infantino foi ao vestiário agradecer à delegação iraniana por sua presença no evento. " Obrigado por estarem aqui. Leia também: Após auxiliar mulheres que buscam credibilidade pela roupa, Thais Farage estuda

Eu sei pelo o que vocês passaram, eu entendo, mas vocês são mais fortes do que tudo. Vocês mandaram uma mensagem muito forte para o mundo inteiro", disse Infantino. O presidente da Fifa é aliado político do presidente dos EUA Donald Trump, a quem deu um inédito prêmio da paz meses antes do início do conflito com o Irã.

Questionado às vésperas da abertura dos jogos sobre a política restritiva de entrada dos americanos contra o Irã e outros países, Infantino disse que esta é uma decisão soberana dos chefes de Estado dos países anfitriões. Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.

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