← Política
1 pessoa lendo agora Política

OAB-PR pede afastamento de desembargador suspeito de ter 'vendido' decisão

OAB-PR pede afastamento de desembargador suspeito de ter 'vendido' decisão judicial em troca de quadriciclo Caso é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

OAB-PR pede afastamento de desembargador suspeito de ter 'vendido' decisão
OAB-PR pede afastamento de desembargador suspeito de ter 'vendido' decisão judicial em troca de quadriciclo

Caso é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Empresa que denunciou situação fez relatório com supostas irregularidades, como nota fiscal em nome do filho do desembargador e foto com os netos dele pilotando o veículo.


  • A OAB-PR pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o afastamento do desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

  • O desembargador é suspeito de ter 'vendido' uma decisão judicial em um processo em troca de um quadriciclo.

    Leia no AINotícia: Lula oferece ajuda à Bolívia

  • O desembargador nega o caso e afirma que não existe qualquer prova, nem evidência de benefício indevido ou irregularidade.

CNJ apura denúncia contra desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná

CNJ apura denúncia contra desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná

A seção do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o afastamento cautelar do desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Leia também: Tem coisas que a gente prefere não saber

O magistrado é investigado pelo CNJ, suspeito de ter 'vendido' uma decisão judicial em um processo em troca de um quadriciclo. A denúncia foi feita no fim de abril pela Construtora Zoller, de Curitiba, que alega ter sido prejudicada no caso. A empresa reuniu supostos indícios da situação: o depoimento do administrador da loja que vendeu o quadriciclo, uma nota fiscal em nome do filho do desembargador e uma foto de Instagram com os netos dele pilotando o veículo.

O desembargador nega o caso e diz não existir qualquer prova, evidência de benefício indevido ou irregularidade. Leia a íntegra do posicionamento do magistrado a seguir.

No pedido assinado nesta segunda-feira (25), a OAB-PR solicita que Francisco Carlos Jorge fique afastado do cargo de desembargador durante a investigação. A instituição também requer que Jorge tenha acesso vedado ao processo e às partes envolvidas.

Caso não seja acolhido o afastamento integral, a OAB-PR pede que "seja determinada a redistribuição compulsória dos feitos sob relatoria do magistrado", sem permissão de com vedação de novos repasses. Mais de politica

Entre as justificativas apresentadas pela instituição para justificar o afastamento, consta que Jorge não respeitou a ordem de suspensão do TJPR, do dia 10 de março. Além disso, houve "atuação em causa de interesse próprio".

"O conjunto indiciário aponta que o magistrado não guardou, em relação ao feito, a equidistância que o art. 8.º do Código de Ética da Magistratura Nacional lhe impõe, atuando em situação na qual seu interesse pessoal se sobrepunha ao dever de imparcialidade — vale dizer, como juiz da própria causa", diz a petição.

Desembargador do TJPR Francisco Carlos Jorge — Foto: Divulgação/TJPR

  • Paraguai: Estudantes de medicina são presos com emagrecedores colados ao corpo
  • Londrina: Aeroporto é fechado após aeronave da Força Aérea fazer pouso de urgência
  • Tempo: Cidade do Paraná registra granizo, e quintal fica coberto de branco
Leia também: Super El Niño: Dino dá 10 dias para União e estados informarem plano de combate

Alegações da empresa

Uma das donas da empresa, que era fiadora do contrato de aluguel, alegou que, devido a um erro da Justiça, ficou sem saber das decisões tomadas contra si até 2020. Ela pediu a anulação da execução do processo.

Os advogados da Construtora Zoller alegam que a empresa estava ganhando a causa perante a 17ª Câmara Cível por unanimidade, até que a parte contrária, que cobrava a dívida, contratou um novo advogado e reverteu as decisões anteriores, em 2024.

Segundo os advogados da construtora, a virada no processo ocorreu por decisão do desembargador Francisco Jorge na quarta vez em que foi apresentado um tipo de recurso chamado "embargos de declaração" — que geralmente serve apenas para esclarecer alguns pontos de uma decisão.

Com isso, ainda segundo os advogados da empresa, o magistrado "ressuscitou" uma dívida que foi calculada em R$ 14 milhões. A Zoller contesta o valor, dizendo que ele é de R$ 288,5 mil.

  • Curitiba
Tem coisas que a gente prefere não saber
Politica

Tem coisas que a gente prefere não saber

Ler matéria →

Leia também