B3 prepara stablecoin e vê tokenização como próximo salto do mercado financeiro
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para investigar os repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão ocorre após pedido de investigação havia sido apresentado pela PF e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A ação também foi referendada pela manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República, que havia sido questionada pelo próprio ministro sobre a necessidade de uma investigação sobre o tema.
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O longa-metragem biográfico sobre Jair Bolsonaro passou a ser alvo da Polícia Federal e da ala governista no Congresso Nacional após mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, vazadas pelo The Intercept Brasil, mencionarem a negociação de um financiamento para o filme. Leia também: Economia: Panorama Semanal de Mercados, Empresas e Políticas
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De acordo com as mensagens apreendidas pela PF, senador e pré-candidato à Presidência teria negociado R$ 134 milhões com Vorcaro, valor que teria sido cobrado após uma das parcelas do repasse acordado não ter sido enviada. Outras conversas no aparelho do ex-banqueiro com membros da organização fraudulenta montada por Vorcaro confirmam a veracidade dos repasses acordados.
Na mensagem, Vorcaro indica que já teria repassado R$ 61 milhões para investimentos no filme. A Polícia agora tenta entender para onde foram alocados esses recursos e se, de fato, foram utilizados na produção.
A notícia-crime feita por Lindbergh aponta justamente para a possibilidade de que o financiamento do filme tivesse sido desviado para financiar a atuação internacional do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o começo de 2025 e solicitou ainda no ano passado governo de Donald Trump impusesse as primeiras taxas ao Brasil.
O que será investigado desta vez?
- O trânsito e alocação dos repasses feito por Daniel Vorcaro para financiar o longa-metragem
- A execução dos valores repassados
- Se houve desvio de parte dos recursos para financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Envolvimento de Flávio
De acordo com um contrato obtido pelo portal The Intercept Brasil, Eduardo aparece formalmente como um dos responsáveis pela gestão financeira do filme “Dark Horse”. Mais de economia
O documento, assinado em janeiro de 2024, define Eduardo e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos do longa-metragem ao lado da empresa americana GoUp Entertainment, que também é alvo de uma das investigações sobre o tema.
O vínculo reforça a linha investigativa de que parte dos recursos estivesse sendo revertido para a permanência do ex-parlamentar em solo americano. Leia também: Yellen diz que não há hoje evidência de choque de produtividade vindo da IA
Em junho, Eduardo negou ter recebido dinheiro oriundo do fundo ligado à produção. “A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria”, afirmou.
Emendas parlamentares em paralelo
Em paralelo, a PF também já apura se recursos públicos provenientes de emendas parlamentares foram utilizados de forma irregular na produção do filme. O inquérito foi autorizado pelo ministro Flávio Dino, e, segundo a corporação, as diligências já estão em andamento.
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Caio César
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