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Ford espera que parceria na Espanha com a chinesa Geely revitalize negócios

Londres | Financial Times A Ford afirmou que sua nova parceria de manufatura na Espanha com a chinesa Geely permitirá que as duas rivais compitam "em um nível de custo

Ford espera que parceria na Espanha com a chinesa Geely revitalize negócios
Londres | Financial Times

A Ford afirmou que sua nova parceria de manufatura na Espanha com a chinesa Geely permitirá que as duas rivais compitam "em um nível de custo completamente novo", enquanto a montadora americana busca revitalizar seus negócios em dificuldades na Europa.

Após meses de negociações, as duas montadoras anunciaram que formarão uma joint venture de manufatura na fábrica da Ford em Valência, na Espanha, com o grupo americano detendo 66% de participação no negócio, enquanto o restante ficará com a Geely. A colaboração também se estenderá ao desenvolvimento conjunto do novo veículo crossover da Ford, com lançamento previsto para 2028.

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A fábrica, onde o modelo Fiesta, campeão de vendas da Ford, foi produzido pela primeira vez, tem operado bem abaixo de sua capacidade anual potencial de cerca de 500 mil veículos, com taxa de utilização em torno de 30%.

O presidente da Ford Europa, Jim Baumbick, concede uma coletiva de imprensa na fábrica da Ford em Almussafes, perto de Valência, Espanha, em meio ao anúncio da possível joint venture com o grupo chinês Geely - Jose Jordan /AFP

Mas com a Geely planejando produzir dois SUVs elétricos e a Ford construindo dois novos modelos, incluindo seu mais recente Bronco SUV em Valência, a ambição de ambas é utilizar a fábrica em capacidade total. Leia também: INSS pagará R$ 2,4 bi a 157 mil segurados que venceram ações na Justiça; veja

As duas empresas não divulgaram quanto estão investindo na fábrica nem quanto apoio receberam do governo espanhol. Mas elas buscarão reduzir o custo de fabricação de veículos na Europa e acelerar o lançamento de novos modelos.

Em entrevista, o chefe da Ford na Europa, Jim Baumbick, disse que o aumento da produção de veículos e a parceria com a Geely permitirão que a empresa seja "mais do que competitiva com qualquer outro fabricante do mercado".

Victor Young, vice-presidente executivo da Geely, acrescentou: "Queremos ser rápidos em trazer todas as nossas capacidades para a Europa. e o primeiro passo é encontrar o parceiro certo para realmente concretizar nossa ambição na Europa".

A Ford recorreu a diversas parcerias com rivais para sustentar seus negócios na Europa, onde realizou uma ampla reestruturação para conter prejuízos. Em dezembro, assinou um acordo com a francesa Renault para produzir conjuntamente carros elétricos pequenos e vans na Europa, além de manter uma parceria separada de vans com a alemã Volkswagen.

As vendas da Ford na Europa foram afetadas pela entrada de veículos chineses acessíveis e focados em tecnologia, com sua participação no mercado de carros novos da UE caindo para 2,2% em junho, ante 2,9% no mesmo mês do ano passado, segundo a Acea, associação da indústria automobilística europeia. Isso ficou abaixo da participação detida pela BYD, Geely e SAIC, dona da MG. Mais de economia

Montadoras tradicionais estão cada vez mais recorrendo a colaborações com rivais chinesas para cortar custos e proteger fábricas europeias. A Stellantis fechou um acordo de manufatura na França com a Dongfeng, e a Nissan planeja sua fábrica de Sunderland, no nordeste da Inglaterra, com a Chery, dona das marcas Omoda e Jaecoo.

As montadoras chinesas, por sua vez, querem aumentar a produção local de veículos que vendem na Europa, à medida que Bruxelas avança para endurecer as regras de conteúdo local e incentivá-las a conhecimento sobre baterias e outras tecnologias com seus parceiros de joint venture. Leia também: Embraer conquista encomendas em Farnborough e vê espaço para ampliar produção

Os laços da Ford com a Geely remontam a quando a empresa americana vendeu a Volvo Cars para o grupo chinês em 2010.

A Geely, que também é dona da Polestar e da Zeekr, elevou sua meta de exportação para este ano para 750.000 veículos, ante os 640.000 anteriores, e tem ambições de conquistar 5% do mercado automobilístico em regiões-chave, incluindo a Europa.

Li Shufu, fundador do grupo chinês, disse que a Geely quer utilizar as fábricas existentes da Volvo em vez de construir uma nova instalação na Europa. Mas o grupo também tem buscado mais capacidade.

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