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O que se sabe sobre o caso suspeito de Ebola investigado em São Paulo

O que se sabe sobre o caso suspeito de Ebola investigado em São Paulo Crédito, Getty Images Legenda da foto, Se confirmado, será o primeiro caso de Ebola fora da África

O que se sabe sobre o caso suspeito de Ebola investigado em São Paulo
O que se sabe sobre o caso suspeito de Ebola investigado em São Paulo
Foto de um laboratório com tubos de coleta.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Se confirmado, será o primeiro caso de Ebola fora da África desde o início do mais recente surto na República Democrática do Congo. E o primeiro registrado no Brasil
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    • Author, Marina Rossi
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 5 min

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo investiga um caso suspeito de Ebola reportado neste sábado (30/5).

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O paciente, um homem de 37 anos de procedência da República Democrática do Congo — país com áreas de transmissão da doença pelo vírus Ebola, e viagem recente ao território — apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito.

Ele está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade estadual de referência para atendimento de casos suspeitos ou confirmados, seguindo os protocolos de biossegurança previstos.

Se confirmado, será o primeiro caso de Ebola fora da África desde o início do mais recente surto na República Democrática do Congo. E o primeiro registrado no Brasil, que, segundo o Ministério da Saúde, nunca teve um caso confirmado em seus registros. Leia também: Colômbia vai às urnas após campanha marcada pela violência e embate entre

Na noite deste sábado, um exame apontou positivo para o vírus causador da meningite. Isso não descarta a suspeita de Ebola, cuja investigação segue em andamento.

Ainda segundo a Secretaria de Saúde, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul "permanece muito baixo".

Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone (quando uma doença é contraída e transmitida dentro da mesma localidade onde o indivíduo reside, sem que ele tenha viajado recentemente para áreas endêmicas) no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas..

Mesmo diante do baixo risco, a orientação da Secretaria é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

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Nesta semana, o Ministério da Saúde ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais na tentativa de manter a crise do Ebola afastada do Brasil. Leia também: Filósofo, 'sósia' de Bukele e neta de ex-presidente: quem são os favoritos na

O plano prevê a intensificação da vigilância sobre pessoas que viajaram a países como a República Democrática do Congo, com o objetivo de identificar casos suspeitos, isolar pacientes e monitorar suas redes de contato. Para casos suspeitos, mesmo mediante um teste negativo, uma segunda coleta de amostra de sangue deve ser realizada 48 horas após a primeira, para nova análise.

O documento, cuja última edição data de 2024, não prevê o fechamento de fronteiras nem restrições a viagens ou ao comércio. O Brasil não tem voos diretos à região afetada pelo surto, o que tende a reduzir a circulação de pessoas infectadas e a possibilidade de contágio.

O vírus que causa o Ebola tem se disseminado muito rapidamente pela República Democrática do Congo, o que criou uma situação "profundamente alarmante", segundo um alerta da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou um surto de Ebola no país há duas semanas. Este surto é particularmente desafiador porque envolve uma espécie rara de Ebola — conhecida como Bundibugyopara — para a qual não existe vacina e mata cerca de um terço dos infectados.

As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Imagem em 3D do vírus do Ebola.
Legenda da foto, Este surto é particularmente desafiador porque envolve uma espécie rara de Ebola para a qual não existe vacina

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