
Crédito, Getty Images / Die Zeit / BBC News
- Author, Liza Fokht
- Role, BBC News Russian
- Reporting from, Berlin
- Published Há 6 minutos
- Tempo de leitura: 9 min
"Cresci acreditando, e com orgulho, que vinha de uma linhagem de antifascistas", conta Rosa, de 57 anos, moradora de Berlim, ao BBC News Rússia.
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Mas, com o tempo, Rosa — que pediu para ter o nome modificado pela BBC — acabou descobrindo a verdade: o fascismo estava profundamente enraizado em toda a sociedade alemã do início do século 20, sob o regime nazista.
Isso a levou a uma jornada para investigar o envolvimento de seus antepassados no regime de Adolf Hitler.
Essa busca se aproximou de uma conclusão com a divulgação, na Alemanha, de milhões de documentos sobre antigos membros do Partido Nazista, disponibilizados pelo jornal Die Zeit. Leia também: Por que o medo vai definir a eleição para presidente da Colômbia deste domingo
Embora Rosa diga que isso lhe trouxe uma sensação de encerramento, o banco de dados reacendeu o debate sobre como o país lembra seu passado brutal.
Ela cresceu ao norte de Berlim, na Alemanha Oriental. O país, formado em 1949, foi oficialmente chamado de República Democrática Alemã — parte da Europa Oriental sob influência de Moscou.

Crédito, Die Zeit
Após a derrota dos nazistas em 1945, a Alemanha foi dividida em quatro zonas pelos Aliados da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética (URSS).
Com o início da Guerra Fria, a Alemanha se dividiu em duas — o Ocidente ficou alinhado com as nações ocidentais, enquanto o Oriente ficou alinhado com a União Soviética. Mais de mundo
Após o colapso da URSS no fim da Guerra Fria, as duas Alemanhas foram reunificadas.

Crédito, Auschwitz: os nazistas e a Solução Final/BBC
Narrativa falsa
Quando Rosa crescia na década de 1970, todos os aspectos da vida na Alemanha Oriental estavam sob rígido controle do Estado. Leia também: Por que o T. rex tinha braços 'ridiculamente pequenos'?
"Nos diziam que os alemães orientais eram, em grande parte, descendentes de antifascistas, enquanto os 'vilões' vinham do Ocidente", lembra Rosa.
As crianças da escola de Rosa cresciam lendo livros sobre os soldados soviéticos libertadores.

Crédito, Sahm Doherty / Getty Images
Ela própria via o regime soviético como um amigo — um "irmão mais velho". Como resultado, algumas histórias de família sobre a Segunda Guerra Mundial a confundiam.

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Investigando a fundo a história da família


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