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O que revelam as necropsias de fisiculturistas mortos após tomar anabolizantes

O que revelam as necropsias de fisiculturistas mortos após tomar anabolizantes Crédito, Maddie Meyer/Getty Images Legenda da foto, Dallas McCarver, o 'Big Country', no

O que revelam as necropsias de fisiculturistas mortos após tomar anabolizantes
O que revelam as necropsias de fisiculturistas mortos após tomar anabolizantes
Dallas McCarver no palco do Arnold Classic em um fundo azul, ostentando braços musculosos.

Crédito, Maddie Meyer/Getty Images

Legenda da foto, Dallas McCarver, o 'Big Country', no palco do torneio Arnold Classic, em Columbus, Ohio, em março de 2017, cinco meses antes de morrer
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    • Author, Stephanie Rodrigues
    • Role, Da BBC News Brasil em Londres
  • Published 17 julho 2026, 06:00 -03
    Atualizado Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 8 min

Dallas buscou o pronto-socorro e foi liberado com a recomendação de procurar um cardiologista.

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Mas, pouco depois, em agosto de 2017, ele foi encontrado inconsciente no chão de casa e morreu uma hora depois de ser socorrido. Dallas tinha 26 anos.

A necropsia revelou que seu coração pesava 833 gramas, mais que o dobro do peso médio esperado para um homem adulto.

Dallas McCarver, conhecido como "Big Country", era um dos atletas mais musculosos do mundo. Tinha conquistado, no ano anterior, o oitavo lugar no Mr. Olympia, o principal campeonato do fisiculturismo. Leia também: Mundo em Destaque: IA, Longevidade e Finanças no Panorama Global

Dois homens musculosos, de costas, exibindo corpos torneados.

Crédito, Frank Jansky/Icon Sportswire via Getty Images

Legenda da foto, Dallas McCarver (à esq.) compete ao lado de Cedric McMillan no torneio Arnold Classic de 2017

O coração que cresce demais

Além disso, o músculo cardíaco do atleta sofria com o acúmulo de placas de gordura nas artérias.

"O coração é um músculo como qualquer outro", explica o endocrinologista Clayton Macedo.

"Sempre digo que olho o bíceps do paciente e já sei o tamanho do coração dele, porque ele cresce junto."

"Esse aumento importante do coração, sem conseguir bombear direito, porque o volume ocupa espaço, prejudica o trabalho efetivo do músculo", detalha Macedo. Mais de mundo

"Esse indivíduo pode ter um mal súbito e vir a óbito."

A médica-legista responsável pelo laudo da morte de Dallas McCarver concluiu que o abuso prolongado de anabolizantes esteroides contribuiu para seu falecimento.

A análise toxicológica constatou que o nível de testosterona sintética no corpo dele estava mais de 30 vezes acima do limite considerado normal. Leia também: Mundo: Data Centers, Ucrânia e Tarifas nos EUA movimentam a semana

Recorte do peitoral musculoso de Dallas McCarver.

Crédito, Frank Jansky/Icon Sportswire via Getty Images

Legenda da foto, Corpo torneado de Dallas McCarver no Arnold Classic de 2017, um dos últimos torneios de sua carreira

Mas o debate sobre mortes precoces de fisiculturistas voltou à tona após a morte do atleta Mailson Araújo, de 35 anos, na última segunda-feira (13/7).

Assim como Dallas McCarver, ele passou mal dentro de casa, em Alagoinhas, no interior da Bahia. A causa da morte do brasileiro ainda não foi divulgada.

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Adaptação do corpo ou doença?

Rodrigo Góes de pé, fazendo uma posição clássica do fisiculturismo em que os músculos dos membros superiores ficam em evidência. Na parte inferior na foto, três homens observam o atleta.
Legenda da foto, O nutricionista Rodrigo Góes, aos 26 anos, ficou em 2º em uma competição de fisiculturismo natural na Flórida

'Não existe forma segura de usar anabolizantes'

Rodrigo Góes musculoso, segurando peso de musculação em cada mão. É possível ver um dos efeitos do uso de anabolizantes esteroides: veias saltadas nos dois braços do atleta.
Legenda da foto, Rodrigo Góes decidiu usar anabolizantes esteroides com 30 anos

O que as necropsias mostram

A 'zona cinzenta'

Duas imagens de ressonância magnética cardíaca comparando um coração saudável de atleta com um coração com miocardiopatia hipertrófica, mostrando a parede muscular do ventrículo esquerdo visivelmente mais espessa no primeiro caso.
Legenda da foto, A ressonância magnética consegue diferenciar o coração saudável de um atleta (à dir.) da miocardiopatia hipertrófica (à esq.). A seta vermelha mostra o aumento do ventrículo esquerdo. O exame, porém, não revela se a condição é genética ou foi provocada pelo uso de anabolizantes.
Homem musculoso segura uma seringa próxima ao peitoral, prestes a aplicar uma injeção
Legenda da foto, Não há, no Brasil, um levantamento nacional sobre quantas pessoas usam anabolizantes ou morrem em consequência disso.

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