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Crédito, Cortesia de Catalina Giraldo e DescLAB
- Author, Santiago Vanegas*
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 9 min
Ela havia sido diagnosticada com Transtorno Depressivo Maior grave e persistente, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade.
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Giraldo tentou de tudo: cerca de 40 combinações diferentes de medicamentos, anos de psicoterapia, terapia eletroconvulsiva e infusões de cetamina.
Ela se sentia exausta e sem forças para continuar.
"Sinto que é um inferno. Estou tão cansada de ter que lidar com isso o tempo todo [.] Para mim, já chega", disse Giraldo em uma reportagem do telejornal colombiano Noticias Caracol, exibida em março, que tornou o seu caso público. Leia também: O plano bilionário da China para fazer uma nova revolução industrial
Por causa de sua condição de saúde, ela fez um pedido inédito ao sistema de saúde colombiano: autorização para recorrer ao suicídio assistido por médicos, que é um mecanismo legal que permite ao paciente acessar um medicamento e acompanhamento médico para morrer de acordo com suas decisões e desejos.
Depois de uma longa batalha judicial, Giraldo morreu em 9 de julho, após aceitar se submeter à eutanásia.
Segundo o Noticias Caracol, ela morreu ao lado de familiares em uma clínica da capital colombiana, Bogotá.

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Uma batalha judicial inédita
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Diferentemente da eutanásia, em que o médico administra o medicamento que causa a morte, no suicídio assistido é o próprio paciente quem o realiza.
A Colômbia é um dos países que mais avançaram no reconhecimento do direito à morte digna e na definição de regras para que esse direito possa ser exercido. Leia também: O que faz Cuba depender do exterior para alimentar sua população
Em 2024, 352 colombianos recorreram à eutanásia. O número cresce ano após ano.
Tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido por médicos são descriminalizados na Colômbia nos casos em que a pessoa sofre de uma doença grave e incurável que provoca sofrimento físico ou psicológico incompatível com sua concepção de uma vida digna.
Mesmo assim, Giraldo teve negado o direito de pôr fim à própria vida de forma digna, com assistência médica.
Antes de morrer, também pediu à Corte Constitucional que julgasse o mérito de seu caso e "eliminasse as barreiras que ainda existem no sistema de saúde", segundo comunicado divulgado por Correa Montoya, seu advogado.

Crédito, Getty Images


A tensão jurídica


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