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Europa x mísseis balísticos: entenda por que o armamento preocupa tanto

Continente ainda é dependente do sistema americano Patriot para lidar com a ameaça vinda principamente da Rússia, que tem usado seus poderosos mísseis hipersônicos

Europa x mísseis balísticos: entenda por que o armamento preocupa tanto os

Continente ainda é dependente do sistema americano Patriot para lidar com a ameaça vinda principamente da Rússia, que tem usado seus poderosos mísseis hipersônicos Oreshnik nos ataques contra a Ucrânia.


Sistema de mísseis balísticos Oreshnik, da Rússia, aparece durante um treinamento em local não divulgado em Belarus em dezembro de 2025— Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia via AP

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, esteve em Paris no início da semana onde, ao lado de Emmanuel Macron, foi anunciada uma coalizão para proteger a Europa de mísseis balísticos.

Leia no AINotícia: Mundo: Resumo de Notícias Internacionais da Semana

Em comunicado, a coalizão afirmou que o objetivo é "construir uma capacidade de defesa compartilhada contra mísseis balísticos para a Europa".

O anúncio é voltado principalmente para os mísseis vindos da Rússia, que travam uma guerra contra a Ucrânia desde 2022 e que vem utilizando mísseis balísticos com mais frequência para atacar alvos inimigos.

Em um dos ataques mais pesados a Kiev desde o início do conflito, no último dia 6, a Rússia lançou 23 mísseis balísticos, e as defesas ucranianas não conseguiram derrubar nenhum deles. Leia também: O que faz Cuba depender do exterior para alimentar sua população

Agora no g1

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➡️ Mísseis balísticos funcionam de modo semelhante a um foguete: eles são lançados a grandes altitudes— centenas de quilômetros do nível do mar, a depender da distância do alvo. Sem a resistência do ar, os projéteis podem atingir velocidades altíssimas, dez ou vinte vezes mais rápidas que a velocidade do som. Os mísseis desaceleram em sua descida, que às vezes dura menos de um minuto, mas podem atingir o alvo a uma velocidade de 3.200 km/h.

Outros mísseis, de cruzeiro, usam uma estratégia diferente: muitas vezes eles voam baixo, a metros do chão, fora do alcance dos radares aéreos, e podem ser guiados de forma remota para o alvo.

Embora ambos apresentem dificuldades para serem abatidos por sistemas de defesa, os mísseis balísticos são mais difíceis, em geral, de serem interceptados, por terem mais energia cinética em sua fase final de voo. Mais de mundo

Mísseis Oreshnik

Em janeiro, a Rússia começou a usar com frequência seus mísseis balísticos hipersônicos Oreshnik.

Essa classe de mísseis tem alcance intermediário (pode atingir alvos a até 5.500 km de distância) e é capaz de atingir velocidades de até 13 mil km/h. Isso permitiria alcançar grande parte da Europa a partir do território russo ou de Belarus, onde unidades do sistema já foram instaladas.

Sistema Patriot

A Europa já forneceu para a Ucrânia diversos sistemas de defesa antiaérea contra mísseis de cruzeiro. Contra mísseis balísticos, porém, Kiev tem contado principalmente com o sistema americano Patriot, o mais avançado do mundo atualmente. Leia também: Mundo em Foco: Notícias Internacionais Relevantes

🔍 O Patriot (que vem da sigla em inglês "Phased Array Tracking Radar for Intercept on Target"— "Radar de Rastreamento com Matriz de Fase para Interceptação no Alvo" em português) é um sistema móvel de mísseis terra-ar desenvolvido e fabricado pela gigante americana de equipamentos bélicos Raytheon Technologies. É considerado um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do arsenal dos EUA e está em operação desde a década de 1980, com diversas atualizações ao longo dos anos.

Os Patriot são enviados pelos EUA ao país desde julho de 2025, mas a Força Aérea Ucrânia sofre atualmente uma grave escassez desses interceptadores— falha que Moscou tem explorado com frequência na guerra.

Na semana passada, durante a cúpula da Otan, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir de forma independente mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.

Embora o equipamento seja fundamental, especialistas e autoridades ucranianas alertam que transformar a ideia em realidade provavelmente levaria anos, já que seria necessário instalar a tecnologia e adaptar o parque industrial do país antes que o primeiro sistema Patriot saísse da fábrica.

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