Augusto Cury na Globo: o que disse o candidato à Presidência na entrevista
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- Author, Laura Bicker
- Role, Correspondente na China
- Reporting from, Pequim, Hangzhou e Chengdu
- Published Há 6 horas
- Tempo de leitura: 8 min
"Tiro um cochilo e o mundo muda", diz Chen Tianyu. Aos 28 anos, ele se mantém atualizado sobre as tecnologias mais recentes passando seu tempo livre em fábricas que estão migrando para a automação. Assim, sabe o que priorizar ao ministrar suas aulas sobre inteligência artificial (IA) e robótica.
Diante dele, cerca de 30 estudantes universitários estudam programação. Um deles digita freneticamente enquanto os olhos alternam rapidamente entre a tela e o robô: "A ideia é que ele pegue aquela peça cilíndrica e a mova para lá".
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Uma fileira de robôs industriais aguarda programação e, em outra parte da sala de aula, estudantes tentam desenvolver instrumentos médicos robóticos. Enquanto os orienta, Chen afirma: "Se o mundo da IA e da robótica não precisar de você, certamente você estará entre os que serão descartados".
Para as pessoas nesta sala, este é um passo— ou melhor, um salto— em direção a um futuro que a China constrói meticulosamente: o plano de US$ 20 bilhões (ou R$ 103,1 milhões) de Xi Jinping para colocar o país na vanguarda da inovação e em concorrência direta com os Estados Unidos.
As evidências estão por toda parte. Eles estão no Instituto Técnico de Hangzhou, uma das várias escolas profissionalizantes enormes, construídas especificamente para esse fim, que visam formar a próxima geração de engenheiros com domínio tecnológico. Leia também: Mundo: Panorama da Semana com Tensão no Irã e Eleições nos EUA
O campus fica nos arredores de Hangzhou, uma antiga capital imperial cujo horizonte futurista é apenas o primeiro indício de seu papel como um polo tecnológico global.
Em todo o país, há mais de 2 milhões de robôs operando nas fábricas chinesas— um número superior ao de qualquer outro lugar —, e essa quantidade continua a crescer em ritmo extraordinário.
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É um compromisso que certamente mudará o mundo, assim como ocorreu na última vez em que a economia chinesa passou por uma transformação gigantesca. O país já exporta seus robôs para todo o globo: mais da metade dos robôs industriais do mundo é fabricada na China.
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O que não está tão claro é o impacto de uma automação tão abrangente em um país que ocupa o centro da manufatura, do comércio e da inovação globais. O que isso significa para a mão de obra humana da China? E como poderíamos mensurar o custo dessa transformação em um regime que controla as informações de forma tão rígida?
O futuro dos trabalhadores chineses é incerto diante da revolução industrial que o mundo acompanha: redes de energia solar de última geração, horários de pico silenciosos graças aos veículos elétricos e máquinas que se movem mais rápido do que Usain Bolt.
No fim de semana, a China sediou a segunda edição dos Jogos Mundiais de Humanoides, onde robôs disputaram lutas de boxe, corridas de velocidade e marchas. Leia também: Augusto Cury na Globo: o que disse o candidato à Presidência na entrevista
O que impulsiona esse espetáculo é uma outra revolução, menos visível, que ocorre dentro de fábricas e salas de aula.
A BBC visitou instalações industriais onde robôs que não têm aparência humana, nem dançam ou saltam no palco, soldam, pintam, içam cargas, montam peças e trabalham ininterruptamente, sem pausas ou benefícios trabalhistas.
Alguns são projetados para construir outros robôs. Também estivemos em centros de treinamento onde a China prepara as pessoas que trabalharão ao lado de sua força de trabalho robótica.
É uma oportunidade de acompanhar de perto o que Xi chama de "novas forças produtivas" da China— e como elas podem remodelar o país.

No chão de fábrica da cidade de Chengdu, no sul do país, o antigo e o novo trabalham lado a lado.



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