
Crédito, Lais Pironnet
Quando a arquiteta Lais Pironnet engravidou do seu segundo filho, não imaginava que viveria algo muito diferente da experiência que teve ao dar à luz sua primogênita, Victoria.
"Foi um parto normal, com duração de 27 horas. Ela nasceu em casa, no quartinho dela, o que é permitido em Amsterdã, onde eu morava na época. Foi uma experiência muito positiva."
Para receber Miguel, Lais, hoje com 34 anos e morando no interior de São Paulo, contratou uma enfermeira e uma doula com o objetivo de ter novamente um parto normal — dessa vez no hospital.
"Quando começaram as contrações, achei que o trabalho de parto duraria horas, como no primeiro. Imaginei pelo menos seis horas para o corpo se preparar."
Mas Miguel tinha outros planos. Leia também: Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido?
"Comecei a administrar as contrações e percebi que estavam ficando muito próximas. Contatei minha enfermeira, Carol, que foi até minha casa para verificar a dilatação. Fazia apenas 40 minutos que as contrações tinham começado e eu já estava com 8 centímetros de dilatação. Ela sugeriu irmos ao hospital, porque o bebê ainda estava alto e daria tempo de chegar para fazer manobras e massagens que ajudariam na descida."
No trajeto do quarto até o carro, Lais teve mais três contrações seguidas. Diante da rapidez da evolução, a enfermeira decidiu acompanhá-la no mesmo carro, junto com o marido e a irmã da paciente.
"Foi a minha sorte, porque, no caminho para o hospital — um trajeto de cerca de 15 minutos — comecei a sentir contrações de expulsão e disse: 'Carol, ele está saindo'."
Em questão de segundos, o marido de Lais parou o carro no acostamento, e o parto começou ali mesmo.
"Lembro do barulho dos caminhões passando e de ver minha irmã chorando. Foi uma experiência intensa e inesperada. O trabalho de parto inteiro durou cerca de 1h40. Nunca imaginei que isso aconteceria comigo." Mais de mundo
Apesar da cena que poderia parecer cinematográfica, Lais conta que não se sentiu nervosa.
"Com as contrações, você entra na 'partolândia'. Eu não pensei em muita coisa. Senti principalmente alívio, porque achava que duraria muito tempo, como o parto da minha primeira filha. Não senti medo. Sei que o corpo está preparado para isso. Minha enfermeira, minha irmã e meu marido estavam comigo. Foi uma sensação de alívio: ele estava saindo." Leia também: Jornalista revela estratégia do papa Francisco para eleger Leão 14 no conclave após sua morte
Partos que acontecem muito rápido, como o de Lais, são chamados de taquitócicos, explica a medica Adriana Lippi Waissman, membro da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).
''Esses partos acontecem com mais frequência do que se imagina. Não existe uma explicação muito lógica, porque dependem de uma série de reações bioquímicas no organismo da mãe que vão desencadear esse processo. Não existe uma previsão para que isso aconteça. É uma caixinha de surpresas.''
Do ponto de vista fisiológico, o trabalho de parto é resultado de um equilíbrio delicado entre hormônios — como a ocitocina e as prostaglandinas — que estimulam as contrações uterinas, e a resposta do colo do útero, que precisa amolecer, apagar e dilatar.
Em um parto taquitócico, essas contrações podem se tornar muito intensas e coordenadas em um intervalo curto de tempo, acelerando rapidamente a dilatação e a descida do bebê pelo canal de parto.
Segundo a médica, existem, no entanto, algumas suposições.

Como saber quando o trabalho de parto começou?
Local de nascimento: a estrada

Entre o tempo do corpo e a indicação médica
Leia também no AINotícia
- Por que a PF retirou credenciais de policial dos EUA no Brasil após caso de Alexandre RamagemMundo · agora
- Jornalista revela estratégia do papa Francisco para eleger Leão 14 no conclave após sua morteMundo · 4h atrás
- Ele criou o BTS e agora corre o risco de ser preso: por que magnata bilionário entrou na mira da polícia sul-coreana?Mundo · 4h atrás
- Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido?Mundo · 4h atrás