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A Medley vê com bons olhos a ampliação da venda de medicamentos em supermercados no Brasil. “A gente vê como uma oportunidade de democratizar o acesso a medicamentos”, disse a diretora-geral da companhia, Lucia Rossato, em conversa exclusiva ao InfoMoney Entrevista.
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De acordo com a executiva, a entrada de novos canais não elimina a relevância das farmácias tradicionais e precisa ocorrer dentro de limites regulatórios claros. “Não vemos que um canal se sobrepõe ao outro”, afirmou.
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Rossato comparou a novidade ao avanço do e-commerce farmacêutico, que ganhou força após a pandemia e hoje já responde por uma fatia relevante das vendas de algumas redes, chegando a mais de 20% do faturamento — mesmo em um segmento que opera sob regras rígidas de comercialização.
A executiva lembrou que cerca de 80% do portfólio da Medley é composto por medicamentos de prescrição, que não podem ser divulgados diretamente ao consumidor e continuarão atrás do balcão da farmácia. Mais de economia
“A gente acompanha essa discussão como indústria para estar preparada, seja qual for a resolução final, mas os limites do que fazer e do que não fazer são muito claros. Medicamento é medicamento e precisa ser usado de acordo com a bula”, afirmou. Leia também: Dívidas? Decolar vê busca por viagens em julho aumentar 40%; veja destinos
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Maria Luiza Dourado
Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
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