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Governador de MG aprova ideia de aliança entre Zema e Caiado

Bruno Ribeiro João Pedro Abdo São Paulo Distantes de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro ( PL ) nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, os ex-governadores de

Governador de MG aprova ideia de aliança entre Zema e Caiado
Bruno Ribeiro João Pedro Abdo
São Paulo

Distantes de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), passaram a admitir a possibilidade de se unirem na mesma chapa ainda no primeiro turno das eleições e tiveram um encontro nesta terça-feira (26) para discutir uma aliança.

A mudança no discurso dos dois pré-candidatos ocorre depois do desgaste de Flávio diante do caso "Dark Horse", alvo de críticas de Zema e Caiado, e da vantagem aberta por Lula na última pesquisa Datafolha.

Leia no AINotícia: Flávio Bolsonaro admite encontro com banqueiro após prisão

Apesar de terem passado a debater uma chapa única, a avaliação no entorno deles é de que uma eventual união, se ocorrer, só seria definida perto das convenções e do registro das candidaturas, entre julho e agosto.

Em entrevista à rádio Nova Difusora, em São Paulo, Caiado foi questionado nesta quarta-feira (27) a respeito do encontro no dia anterior e sobre a disposição de Zema de fazer a aliança sem abandonar a cabeça da chapa. "Nós conversamos, existe esse sentimento. E ele é uma pessoa aberta. Então nós estamos realmente avaliando", respondeu.

À noite, em entrevista à rádio Jovem Pan, Caiado afirmou que a conversa com Zema não chegou ao "nível de entendimento" sobre a posição de vice, mas disse já ter marcado um novo encontro com ele. "Não avançamos na tese de quem será vice de quem. Vamos nos manter cada vez mais próximos. Teremos outra reunião daqui a dez dias, em São Paulo, já pré-marcada, e vamos conversar política." Leia também: Panorama da Política: Acordos Internacionais, Mudanças na LDO e Declarações Presidenciais

Já Zema, durante um evento com agentes do mercado financeiro na própria terça, manteve esse tema da aliança em aberto.

"Conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente", disse o pré-candidato do Novo em referência ao dia 15 de agosto, fim do prazo para inscrição de chapas na Justiça Eleitoral para o pleito de 2026.

Zema esteve no escritório de campanha de Caiado, em São Paulo, para a reunião que tratou da aliança no primeiro turno.

O ex-governador de Goiás havia dito, em outras ocasiões, que o grupo estaria unido de qualquer forma no segundo turno, quando é esperado que um nome do campo da direita se mantenha na disputa contra Lula, da esquerda.

Em sua entrevista, Caiado disse que era preciso ter humildade para reconhecer que tanto sua pré-campanha quanto a de Zema estão em um patamar abaixo das de Lula e de Flávio. "No momento em que nós unirmos um pouco nossos esforços, elas [as pré-campanhas] poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno", afirmou. Mais de politica

Já Zema afirmou "se dar bem" com Caiado e, quando questionado se aceitaria ser vice na chapa com o ex-governador de Goiás, brincou: "Não poderia ser ao contrário?".

O mineiro, que também havia feito visitas e aberto canais de diálogo com Flávio, virou alvo de ataques de bolsonaristas diante da postura após a revelação da associação do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Zema disse que era "imperdoável, um tapa na cara nos brasileiros de bem" ouvir o senador cobrando dinheiro de Vorcaro. A atitude foi interpretada como uma traição por aliados de Flávio, dificultando a busca do ex-governador por palanques entre políticos da direita. Leia também: Panorama Político: Saúde Mental no Trabalho e Combate a Fraudes

Na semana passada, Caiado citou Vorcaro e disse que "a pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República".

Segundo pesquisa Datafolha divulgada em maio, após o escândalo, Lula (40%) ampliou de 3 para 9 pontos percentuais a diferença para Flávio (31%) na simulação de primeiro turno. Caiado e Zema marcam, respectivamente, 4% e 3% no levantamento.

Zema repetiu na terça as críticas que tem feito a Flávio após a divulgação dos áudios. "Foi dito para nós, meses atrás, que ele não tinha nenhum envolvimento [Flávio] com o banqueiro bandido [Vorcaro] Quem foi traído? Nós ou eles? Me parece que nós", disse.

Ele afirmou estar "realmente indignado" e que quem votar em Flávio estaria "entregando a eleição para Lula, já que a rejeição dele ficou maior do que a do presidente".

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro marcou 46% de rejeição e superou numericamente o petista (45%) entre os eleitores que dizem não votar em algum dos candidatos.

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