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Gilmar cobra pacto entre os Poderes e defende reformas mais amplas que a do Judiciário

22.abr.2026 às 14h56 Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Gabriela Echenique Brasília Após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino apresentar uma

Gilmar cobra pacto entre os Poderes e defende reformas mais amplas que a do Judiciário
22.abr.2026 às 14h56
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Gabriela Echenique
Brasília

Após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino apresentar uma proposta de reforma do Judiciário, o colega Gilmar Mendes defendeu um pacto mais amplo, entre todos os Poderes, por mudanças administrativas e legislativas.

Ministro do Supremo Tribunal Federal com toga preta, camisa branca e gravata azul, usando óculos, em ambiente interno com bandeira ao fundo. Homem ao fundo desfocado veste terno escuro.
O ministro Gilmar Mendes, durante sessão do STF. - Adriano Machado - 10.dez.25/Reuters

O decano da corte defendeu a proposta de Dino e reconheceu que é preciso mexer em benesses hoje concedidas a ministros e juízes. Citou, por exemplo, a própria decisão que limitou os penduricalhos pagos a magistrados.

Mas afirmou que há problemas em várias áreas que demandam outras reformas, e que não dá para recair apenas sobre o Judiciário brasileiro.

"Defendo um pacto mais amplo, costurado pelo presidente da República e pelo Congresso Nacional. Está tudo muito confuso. Quando aperta, todos correm lá para o Supremo", disse ao Painel. Leia também: Zema reforça críticas ao STF após reação de Gilmar e diz que tribunal é incendiário

Em 2009, enquanto presidente do STF, Gilmar Mendes foi um dos principais articuladores do 2º Pacto Republicano, com medidas que buscaram dar mais agilidade ao sistema de Justiça.

Dino propõe, por exemplo, penas mais rigorosas para corrupção de juízes, procuradores, advogados e servidores da Justiça.

Colegas da corte defenderam a proposta do ministro, mas lembram que há outros assuntos até mais importantes e que precisam ser equacionados. Um exemplo citado são as agências reguladoras.

Para Gilmar, a crise do Master expôs fragilidades na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Regras sobre o funcionamento das CPIs e mudanças na Lei do Impeachment também estão no radar dos magistrados. Mais de politica

Internamente, ministros do STF defendem que o presidente da corte, Edson Fachin, convoque os outros Poderes a um pacto maior. Ele tem sido criticado por colegas, nos bastidores, por insistir em um código de conduta aos ministros da corte. Leia também: Moraes recua e decide que novas regras para relatórios do Coaf não são retroativas

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