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Os cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal presos pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023 fizeram uma espécie de acordo de paz na prisão e deram uma trégua nas rixas históricas, segundo relatos de familiares e advogados que estiveram com o grupo.
Os ex-oficiais estão presos desde 11 de março na chamada Papudinha, batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal que fica ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, e dividem o mesmo espaço.
Os cinco detinham a patente mais alta da Polícia Militar, de coronel. Dois deles, Fábio Augusto Vieira e Klepter Rosa Gonçalves, foram comandantes-gerais da corporação, enquanto outros dois, Jorge Eduardo Naime Barreto e Marcelo Casimiro, estavam na fila de sucessão. Apenas Paulo José Ferreira já estava na reserva remunerada antes de ser preso. Leia também: Empresa de pré-candidato do PL no RJ comprou precatório de anistiada da ditadura
Pessoas próximas aos coronéis contam que eles, até mesmo por serem contemporâneos (ingressaram na Polícia Militar cerca de 30 anos atrás), sempre disputaram espaço na estrutura da corporação e nunca esconderam o desejo de chegar aos cargos mais altos.
Ao longo do processo judicial que levou os militares à condenação, as defesas também trocaram acusações sobre os responsáveis pela invasão e destruição das sedes dos Três Poderes.
Hoje presos na mesma cela, os militares estão tentando ter uma relação amistosa, de acordo com pessoas ouvidas pelo Painel. Os cinco tiveram duras conversas nos primeiros dias de prisão, com cada um tentando dar a própria versão dos fatos. Após a lavação de roupa suja, combinaram de não apontar os dedos uns para os outros.
Os coronéis foram expulsos da PMDF na segunda-feira (13) da semana passada por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje em prisão domiciliar, estava sozinho em um cômodo ao lado. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques e o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto também estão presos no batalhão. Mais de politica
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