A Copa em que o Brasil foi tetra — e que mudou tudo
Ler matéria →'Ganhei viagem com tudo pago para a Copa do Mundo e tive o visto negado'

Crédito, Arquivo pessoal
Published Há 39 minutos
Tempo de leitura: 9 min
A enfermeira Raphaela Coiado, 24 anos não chorou quando ouviu que seu visto para os Estados Unidos havia sido negado. Nem quando o marido e os quatro outros parentes que foram com eles ao consulado, no Rio de Janeiro, saíram com o mesmo papelzinho branco na mão.
Leia no AINotícia: FBI frustra plano de ataque com drones explosivos contra evento do UFC na Casa
Ela chorou na porta de casa, quando camisetas amarelas da seleção brasileira chegaram em uma mala temática da Coca-Cola. O presente fazia parte de um kit que ela e o marido ganharam em uma promoção para viajarem à Copa do Mundo.
Aquilo a deixou emotiva.
"Mexeu comigo porque olhei e falei: 'Nossa, realmente está acontecendo. E a gente não vai", disse ela. "Eu chorei muito." Leia também: 'Surreal': casal britânico em iate descreve susto com tiros de advertência
Pule content e continue lendo
- 'A Copa não é para nós': os torcedores que desistiram após serem barrados ou ficarem sem visto para os países-sede11 junho 2026
- A brasileira que teme ser expulsa do Reino Unido após anos cuidando de idosos: 'Você não pode mudar regras da imigração no meio do jogo'16 junho 2026
- O Mundial 'mais caro e mais politizado': 4 pontos importantes sobre a Copa do Mundo de 202611 junho 2026
Fim do content
Uma viagem conquistada
No início do ano, a Coca-Cola lançou uma promoção para seus parceiros: quem batesse as metas estipuladas e ficasse em primeiro lugar no ranking ganharia uma viagem para a Copa do Mundo em condições bastante especiais.
Como o marido de Raphaela, Vitor, gerencia o setor comercial do supermercado da família, eles entraram na competição. E ficaram em primeiro lugar quase o tempo todo.
"Perto do final, chegou um momento que a gente quase perdeu a viagem. Mas na última semana deu para recuperar", conta Raphaela.
A bonificação incluía duas passagens aéreas de ida e volta, cinco dias de hospedagem e um ingresso no camarote da Coca-Cola com comida e bebida de graça para o jogo entre Brasil e Haiti, no dia 19 de junho na Filadélfia. Mais de mundo
"Fiquei decepcionada pela perda da experiência. Eu ia para uma Copa do Mundo que a gente sabe que é uma edição lendária, que muitos jogadores incríveis estão se aposentando e não vão jogar mais. Era minha oportunidade de vê-los."
O custo de tentar — e de não ir
Pule Promoção Agregador de pesquisas e continue lendo
Fim do Promoção Agregador de pesquisas Leia também: Cristiano Ronaldo: de menino que esperava por sobras de hambúrgueres
O prêmio da Coca-Cola valia para duas pessoas, mas nenhum dos seis membros da família que poderiam usá-lo tinha visto. Raphaela, que vive em Hortolândia, no interior de São Paulo, não tinha nem passaporte.
Ela correu para atualizar o nome no CPF e no RG— recém-casada, ainda não havia feito a mudança nos documentos— conseguiu tirar o passaporte em tempo curto e entrou no processo de solicitação de visto americano com o marido, duas cunhadas e seus companheiros.
A família contratou uma assessoria de vistos para os trâmites, como o preenchimento do formulário obrigatório e a lista de documentos a serem levados na entrevista.
Mas a preparação para a entrevista ficou a cargo de cada um. Raphaela conta que passou semanas pesquisando na internet, assistindo a vídeos e simulando respostas com o ChatGPT.
"Não sei quantas simulações fiz pelo ChatGPT. E, pelo visto, não ajudou muito."

Vários países afetados

Mesmo quem tem visto pode perdê-lo
Os outros anfitriões e o visto
Leia também no AINotícia
- A Copa em que o Brasil foi tetra — e que mudou tudoMundo · agora
- Trump diz que Brasil é 'politicamente perigoso' e que 'querem prender BolsonaroMundo · agora
- Eduardo Bolsonaro condenado: como a imprensa internacional noticiou a decisãoMundo · 4h atrás
- Por que Irã 'vende' acordo com EUA como uma vitóriaMundo · 4h atrás

