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- Author, Alex Bysouth e Rahul Shrivastava
- Role, BBC Sport
- Published 17 junho 2026, 14:08 -03Atualizado Há 1 hora
- Tempo de leitura: 27 min
Foi um verão agitado nos Estados Unidos.
Estádios banhados pelo sol, com lotação esgotada, souvenirs chamativos, gols icônicos e jogadores brilhantes.
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Os eventos fora do campo reverberavam tão alto quanto os dramas vividos nos gramados. O maior palco do futebol mundial era tratado com o brilho de Hollywood.

Crédito, Getty Images
Foi naquele verão que o futebol aterrissou de vez nos Estados Unidos, em um verdadeiro touchdown acompanhado pelo glamour de estrelas americanas de todos os gêneros, de Stevie Wonder a Robin Williams, de Oprah Winfrey a Diana Ross. Leia também: Cristiano Ronaldo: de menino que esperava por sobras de hambúrgueres
"Criamos a impressão de que este era um evento único e que todos precisavam se envolver", relembra o ex-presidente da Federação Americana de Futebol (US Soccer), Alan Rothenberg. "A forma como organizamos a Copa do Mundo mudou tudo."
Esta é a história da Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 1994, nos Estados Unidos— um verão futebolístico que acordou um continente, de onde o Brasil voltou com a taça pela quarta vez.
Sorteio com o glamour de Hollywood

A única liga profissional de futebol dos Estados Unidos havia sido desfeita apenas nove anos antes da Copa. Foi o fim de uma década de glamour, iniciada em 1975, quando a equipe do New York Cosmos tirou da aposentadoria o rei Pelé (1940-2022), pagando o maior salário do mundo na época.

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Os craques Franz Beckenbauer (1945-2024), Carlos Alberto Torres (1944-2016) e Johan Neeskens (1951-2024) acompanharam Pelé no Giants Stadium de Nova Jersey, completamente lotado. Mais de mundo
Ali, o mascote era o coelho Pernalonga e era possível ver jogadores e presidentes se misturando com astros e estrelas, como Barbra Streisand, Mick Jagger e Muhammad Ali (1942-2016).
George Best (1946-2005), Johan Cruyff (1947-2016), Gerd Müller (1945-2021). Grandes jogadores de futebol atravessaram o Atlântico até o fim desta era dourada, causado pela expansão desmedida, excesso de gastos e diminuição do público, além do fracasso dos Estados Unidos por não ter conseguido promover a Copa de 1986, realizada no México.
Mas aquela fase deixou no país a chama da paixão pelo esporte. E esta chama foi suficiente para convencer a Fifa de que os Estados Unidos ainda eram um campo fértil para fazer crescer a popularidade do futebol. Leia também: A brasileira que teme ser expulsa do Reino Unido após anos cuidando de idosos
Foi assim que os Estados Unidos Unidos se tornaram o primeiro país, fora da Europa e da América Latina, a promover o maior torneio futebolístico do mundo.

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Mas, para isso, havia uma condição: criar uma nova liga de futebol profissional. O desejo da Fifa era que a Major League Soccer iniciasse em conjunto com a Copa do Mundo.
Rothenberg tinha diversas ideias para americanizar o jogo. Uma delas era permitir que os jogadores dessem voltas em torno das traves, como no hóquei sobre o gelo.
Ele prometeu ao então secretário-geral da Fifa, Sepp Blatter, que lançaria a liga se a Copa fosse bem sucedida.

Sonho americano que começou em um trailer




Oprah, OJ e a cerimônia de abertura








A saída de Maradona e a tragédia colombiana






A saída dos donos da casa, frente ao Brasil






Os ícones do verão americano





Bebeto e Baggio vão às lágrimas












O nascimento da Major League Soccer




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