Saúde: Panorama da Semana Traz Alerta sobre Metformina e Avanços Médicos
Ler matéria →Gabriel Medina perde o primeiro filho: por que aborto espontâneo é uma complicação frequente? Entenda as causas da perda gestacional, fatores de risco e quando engravidar novamente
O surfista Gabriel Medina, 32, e a bailarina Isabella Arantes, 29, confirmaram à imprensa que passaram pela perda do primeiro filho do casal. A descoberta veio após a realização de um exame morfológico aos três meses de gestação, segundo Medina informou ao GE. O casal recebeu a notícia cinco dias depois da sua cerimônia de casamento.
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Nas redes sociais, Arantes— que não falou diretamente sobre o assunto —, escreveu uma mensagem, em nome do casal, pedindo paciência aos seguidores. “Nosso coração precisa de um tempo“, disse. “Neste momento, pedimos apenas compreensão e respeito ao nosso tempo.
Em breve estaremos de volta”, escreveu. O que é um aborto espontâneo Tradicionalmente, chama-se de aborto espontâneo a perda da gravidez que acontece antes da 20ª semana de gestação (aproximadamente cinco meses). Leia também: Morte do lutador Allan “Puro Osso”: é possível ter um infarto dormindo?
Esse tipo de evento, apesar de difícil para as famílias, é considerado muito comum. Estima-se que 10% a 20% das gestações reconhecidas terminem em uma perda gestacional precoce. Especialistas apontam, porém, que essas estatísticas subestimam a verdadeira incidência, já que muitos abortos ocorrem antes mesmo que a mulher saiba que estava grávida.
Nesses casos, muitas vezes, o sangramento resultante da perda gestacional acaba sendo confundido com uma menstruação intensa e fora de época. “ São eventos relativamente frequentes e, na maioria das vezes, não estão associados a doenças maternas ou do casal“, explica Leonardo Coelho, Médico Obstetra especialista em Gestação de Alto Risco e Coordenador da Emergência da Maternidade Brasília, da Rede Américas.
Por que acontece A causa mais comum das perdas gestacionais precoces são alterações genéticas no embrião. Estudos indicam que mais de 60% dos abortos espontâneos entre a 6ª e a 10ª semana estão relacionados a defeitos na quantidade de cromossomos (estruturas que carregam informações genéticas) do feto. E isso acontece espontaneamente, sem uma causa definida.
“Por isso, quando ocorre um episódio isolado, geralmente não é necessário realizar uma investigação médica aprofundada”, avalia Coelho. O cenário muda quando há perdas recorrentes. Nesses casos, os médicos podem solicitar exames para investigar quadros da mãe como síndrome antifosfolípide (doença autoimune que causa problemas na gravidez) ou alterações hormonais e metabólicas.
Além disso, podem contribuir para a perda gestacional alterações na formação da placenta e, em uma parcela menor dos casos, problemas no trato reprodutor, como miomas, cicatrizes internas ou malformações uterinas. Algumas infecções virais, como rubéola, zika e citomegalovírus, também podem aumentar o risco de aborto espontâneo. Quais são os principais fatores de risco? Mais de saude
O fator de risco mais frequentemente associado aos abortos espontâneos é a idade materna avançada. Aos 45 anos, por exemplo, as chances de perda gestacional precoce podem chegar a 75%. Outras condições associadas ao aumento do risco incluem:- obesidade;- diabetes;
Além disso, mulheres que já tiveram abortos espontâneos, especialmente após a 20ª semana, apresentam maior probabilidade de novas perdas. Há também fatores modificáveis, como tabagismo, consumo de álcool, uso de cocaína e ingestão excessiva de cafeína (mais de três xícaras de café por dia). + Leia também: Saúde: Panorama da Semana Traz Alerta sobre Metformina e Avanços Médicos
Quando é possível tentar novamente? Segundo os especialistas, quando a perda ocorre de forma isolada, sem complicações, e exames iniciais que podem vir a ser soliciados já foram concluídos, não há contraindicação para uma nova tentativa de gravidez já no ciclo menstrual seguinte da mulher. Isso é, claro, se ela se sentir preparada física e emocionalmente.
“Mais relevante do que estabelecer um prazo fixo é garantir que o casal tenha concluído a investigação das possíveis causas e se sinta emocionalmente pronto para uma nova tentativa”, diz Coelho. De fato, o medo de engravidar novamente após uma perda pode acontecer. Mas, como destaca a ginecologista Débora Farias Leite, especialista em climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a experiência anterior não determina o futuro.
“ Você nunca vai deixar de ser mãe daquele bebê que, infelizmente, foi a óbito. Mas, o fato de ter acontecido de uma determinada maneira na primeira gravidez não significa que a gente não possa escrever um novo caminho e uma nova história numa gestação seguinte”, explicou para a VEJA SAÚDE.
Ela destaca que, por isso, cabe à equipe médica acolher os receios da mulher, oferecer apoio emocional e acompanhar a nova gravidez para aumentar as chances de um desfecho positivo.
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