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Fundo que repara danos de barragem de Mariana libera R$ 75,8 milhões

Danos causados pelo rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG) 06/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes Publicidade O Fundo Rio Doce, criado para garantir ações de

Fundo que repara danos de barragem de Mariana libera R$ 75,8 milhões
Danos causados pelo rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG) 06/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Danos causados pelo rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG) 06/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

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O Fundo Rio Doce, criado para garantir ações de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, na cidade mineira de Mariana, em 2015, chegou à marca de R$ 75,8 milhões liberados para novos projetos nos últimos três meses.

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O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (8) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em um evento no Museu de Mariana.

Os recursos, que começaram a ser liberados em fevereiro, são destinados a sete projetos. A maior liberação é para a iniciativa Florestas Produtivas com Barraginhas, que recebeu R$ 23,6 milhões.

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O projeto tem o objetivo de implantar 1,4 mil hectares de florestas produtivas. Essa área equivale a quase nove vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Outra meta é a construção de 4,2 mil barraginhas, pequenas bacias escavadas no solo, projetadas para captar água da chuva e promover a infiltração no terreno. É considera uma tecnologia de baixo custo e de combate a erosões.

O projeto vai oferecer também assistência técnica rural e capacitação para 4.650 unidades produtivas.

O projeto está habilitado a receber o total de R$ 100,89 milhões nos próximos anos.

Solução ambiental

O projeto é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao ministério, é a executora. Mais de economia

Com os recursos, serão implantados sistemas agroflorestais (SAF), isto é, a harmonização de culturas agrícolas e espécies florestais.

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A gerente extraordinária de Reparação do Rio Doce na Anater, Adriana Aranha, aponta que as SAFs contribuem para a recomposição de ecossistemas degradados. Leia também: InfoMoney é o maior portal na jornada digital do investidor no Brasil, diz

“É um projeto baseado na agricultura de baixo carbono [redução de emissão de gases do efeito estufa], que traz ganhos envolvendo a mitigação climática e a estabilidade produtiva”, diz.

Tecnologia para campo e pecuária

O segundo projeto a receber mais recursos é o Rio Doce Semear Digital, com aporte inicial de R$ 19,1 milhões e projeção de chegar a R$ 30 milhões nos próximos anos.

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A proposta é levar tecnologia digital e conectividade para plantações e pecuária. Serão estruturados quatro Centros de Propagação de Inovação Digital Inclusiva (CPIDI), nos municípios mineiros de Governador Valadares, Raul Soares e Caratinga, além de Colatina (ES) – todos na Bacia do Rio Doce.

Os demais recursos se estendem para iniciativas voltadas à consulta a comunidades quilombolas e indígenas sobre temas que afetam diretamente territórios desses povos; assessoria técnica a comunidades tradicionais e plano integrado de desenvolvimento.

Renda mensal para atingidos

Rompimento da barragem

Acordo de reparação

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