
Crédito, Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
- Author, Leandro Prazeres
- Role, Enviado especial da BBC News Brasil a Washington
- Published 26 maio 2026Atualizado Há 1 hora
- Tempo de leitura: 4 min
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido nesta terça-feira (26/5), em Washington, capital dos Estados Unidos, pelo presidente Donald Trump.
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O senador publicou uma foto do encontro no Instagram. Na imagem, Trump aparece sentado à mesa no Salão Oval da Casa Branca, enquanto Flávio está em pé ao lado do presidente americano.
Pesquisas de intenção de voto registraram uma queda nos índices de Flávio após a revelação de que o senador pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para supostamente financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Em coletiva de imprensa logo após o encontro com Trump, Flávio Bolsonaro afirmou ter sido recebido com "enorme cordialidade" pelo republicano. Leia também: 'Hipersexualização dos seios traz ansiedade para mulheres': o que uma socióloga
"A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está, sobre como a família tem lidado com tudo isso. Foi um gesto humano", declarou.
O senador confirmou que abordou com o presidente americano a designação, pelos Estados Unidos, de organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho como entidades terroristas.
"Enquanto Lula vai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas, como o PCC e o CV, como terroristas, eu faço o contrário", disse. "Fui exatamente fazer esse pedido expresso a ele."
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Flávio vem defendendo essa tese, enquanto o governo Lula rebate afirmando que isso poderia ser usado para justificar eventuais ações militares americanas em território brasileiro. O senador também refutou esse argumento.
"Elas são, sim, organizações terroristas. Controlam territórios inteiros no Brasil pela força", disse.
"Combater o PCC e CV é interesse compartilhado entre os dois países. Eu disse ao presidente Trump que, a partir de janeiro de 2027, o Brasil vai integrar o Escudo das Américas", afirmou. "Formando uma grande aliança hemisférica contra o crime organizado internacional e o terrorismo." Leia também: Ferrari apresenta seu 1º carro elétrico: as reações após montadora italiana
Segundo o pré-candidato do PL, Trump disse que irá avaliar o pedido, mas não deu respostas.
Flávio também mencionou que as terras raras e os minerais críticos brasileiros foram tema do encontro. "Somos a única alternativa real à China para o mundo livre. Sob meu governo, haverá parceria estratégica de longo prazo nesse setor."
Também citou as tarifas e disse que, em um possível retorno do PL ao governo, não haveria necessidade de retaliação porque haveria "um acordo comercial bom para os dois países".
Flávio negou que o encontro com Trump seja uma cortina de fumaça para desviar o foco da revelação de sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Também negou que sua campanha esteja em crise. "Toda campanha tem altos e baixos", disse.
Em busca de um encontro com Trump

A relação Lula-Trump
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