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Vereador de Curitiba é filmado recebendo dinheiro em caso de rachadinha

Lórens Nogueira (PP) é alvo de operação do Gaeco em Curitiba após vídeo de funcionária devolvendo R$ 5.600; investigação apreende mais de R$ 100 mil

O vereador Lórens Nogueira (PP) de Curitiba tornou-se alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na manhã desta terça-feira (26). A ação, deflagrada na capital paranaense, investiga Nogueira por suspeita de “rachadinha” após a divulgação de um vídeo em que o parlamentar é filmado recebendo R$ 5.600 em dinheiro vivo de uma funcionária. Durante a operação, foram apreendidos valores significativos em espécie, incluindo cerca de R$ 100 mil na residência do vereador, segundo o G1. Leia também: Atlas da Violência: Pessoas Negras na Paraíba têm 5,5 vezes mais chance de serem assassinadas

O Flagrante e a Dinâmica da Rachadinha

As imagens, gravadas com autorização judicial a pedido do Ministério Público, mostram o vereador Lórens Nogueira contando e guardando notas dentro de uma mochila enquanto conversa com uma servidora. O valor de R$ 5.600, conforme apuração do G1, corresponderia a uma parte do salário de abril da funcionária. O encontro ocorreu na sede de um instituto presidido pelo próprio vereador em Curitiba. A prática da “rachadinha”, termo que descreve o esquema ilegal onde servidores devolvem parte de seus salários a políticos ou superiores para manterem seus cargos, é o cerne da investigação. A funcionária, cujo nome não foi divulgado, teria sido nomeada por Nogueira e efetuava devoluções mensais para permanecer no posto, informou o G1.

A Operação do Gaeco e As Apreensões

A operação do Gaeco, que cumpriu mandados de busca e apreensão, concentrou-se no gabinete do vereador na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e em endereços ligados a ele e a uma assessora. Durante as diligências, foram apreendidas duas malas contendo grandes quantias em dinheiro. Uma delas, encontrada na casa de Lórens Nogueira, continha cerca de R$ 100 mil. Outra mala, com R$ 8 mil, foi localizada no endereço de uma assessora que não teve a identidade revelada, conforme o G1. Embora a maioria das fontes do G1 relate que Nogueira foi alvo de uma operação, uma das versões da notícia veiculada pelo portal informa que o vereador foi preso durante a ação.

Repercussões e Posicionamentos dos Envolvidos

A defesa inicial de Lórens Nogueira declarou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que não teve acesso integral aos autos ou às informações que fundamentaram a operação. No entanto, ainda na tarde desta terça-feira (26), a mesma defesa informou que não representa mais o parlamentar, e o G1 tenta identificar os novos advogados. A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) emitiu um comunicado afirmando que colaborou com as autoridades, autorizando o acesso às dependências do Legislativo para o cumprimento da medida judicial, mas destacou que não foi formalmente comunicada sobre os motivos da investigação. O Partido Progressistas (PP), sigla à qual Lórens Nogueira é filiado, informou à RPC que não irá se manifestar sobre o caso neste momento. Leia também: Flávio Bolsonaro encontra Trump nos EUA e busca virar o jogo eleitoral Mais de noticia

O que se sabe até agora

  • O vereador Lórens Nogueira (PP) de Curitiba é suspeito de “rachadinha” e foi alvo de uma operação do Gaeco.
  • Um vídeo, autorizado judicialmente, mostra Nogueira recebendo R$ 5.600 em dinheiro vivo de uma funcionária.
  • A investigação aponta que o dinheiro era parte do salário da servidora, devolvida para manter o cargo.
  • Na casa do vereador, foram apreendidos cerca de R$ 100 mil, e R$ 8 mil no endereço de uma assessora.
  • A defesa do parlamentar informou que deixou o caso; a Câmara de Curitiba colaborou, mas sem notificação formal da investigação.
  • O Partido Progressistas (PP) optou por não se manifestar sobre o ocorrido.

Eleito vereador pela primeira vez nas eleições de 2024 com 4.727 votos, Lórens Nogueira, natural de Curitiba, enfrenta agora um escândalo que pode abalar sua trajetória política e trazer novas discussões sobre a transparência na administração pública da capital paranaense. As investigações do Ministério Público seguem em curso para apurar todas as responsabilidades.

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