
Crédito, Jospin Mwisha/AFP via Getty Images
- Author, Sofia Ferreira Santos
- Role, BBC News
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 4 min
Pelo menos 100 mortes foram causadas pelo surto de Ebola na República Democrática do Congo, com mais de 390 casos suspeitos, segundo informou à BBC o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África.
Leia no AINotícia: Panorama Mundo: Acidentes, Economia Global e Geopolítica em Foco
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como emergência de interesse internacional. A cepa atual do Ebola é causada pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há medicações nem vacinas aprovadas para uso.
Existem também dois casos confirmados e uma morte em Uganda, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).
Fontes informaram à rede CBS News (parceira da BBC nos Estados Unidos) que pelo menos seis cidadãos americanos foram expostos ao vírus Ebola durante o surto na República Democrática do Congo. Leia também: Convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026: veja lista de
Um dos americanos estaria com sintomas e três outros teriam tido contato ou exposição de alto risco. Não se sabe se algum deles foi infectado.
Os CDCs informaram que estão auxiliando na "retirada com segurança de um pequeno número de americanos diretamente afetados", mas não confirmaram o número de pessoas envolvidas.
O governo dos Estados Unidos estaria buscando transporte para o pequeno grupo de cidadãos americanos na República Democrática do Congo até um local seguro onde possam permanecer em quarentena, segundo informou uma fonte ao portal de notícias de saúde STAT.
O portal destaca que, segundo sua fonte, o grupo poderá ser levado para uma base militar americana na Alemanha, mas essa informação não foi confirmada.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Os CDCs não responderam questões diretas sobre os cidadãos americanos que teriam sido afetados, durante uma entrevista coletiva realizada no domingo (17/5).
Em uma atualização na segunda-feira (18/5), a agência de saúde declarou que o risco para os Estados Unidos é relativamente baixo, mas que colocaria em vigor uma série de medidas para evitar a entrada da doença no país. Leia também: Filme de Bolsonaro precisaria superar bilheteria de todos os longas brasileiros
Essas medidas incluem o monitoramento dos viajantes que chegam de áreas afetadas e a adoção de restrições de entrada de pessoas sem passaportes americanos que tenham visitado Uganda, a República Democrática do Congo ou o Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
Os CDCs afirmaram que iriam trabalhar com as companhias aéreas e outros parceiros para rastrear os contatos dos passageiros, aumentar a capacidade de testes e manter os hospitais em prontidão, em virtude do surto.
Os Estados Unidos também emitiram um alerta de viagem nível quatro (o mais rigoroso), alertando as pessoas a não viajar para a República Democrática do Congo.

Crédito, Badru Katumba/AFP via Getty Images
A OMS declarou que o surto na província de Ituri, no leste do país, é uma emergência de saúde pública de interesse internacional, mas não atende aos critérios necessários para ser considerada uma pandemia.
Leia também no AINotícia
- Quanto custa completar o álbum da Copa no Brasil em comparação com outrosMundo · agora
- Convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026: veja lista deMundo · agora
- A cruzada de Antonio Fagundes contra os atrasados no teatro: 'Não posso deixarMundo · 4h atrás
- A Copa do Mundo será decidida nestes gramadosMundo · 4h atrás
