
Crédito, SOPA Images/LightRocket via Getty Images
- Author, Thomas Spencer
- Role, BBC News
- e
- Author, Adam Durbin
- Role, BBC Verify
- Published 21 maio 2026, 14:06 -03Atualizado Há 2 horas
- Tempo de leitura: 5 min
As Forças Armadas dos Estados Unidos vêm transmitindo abertamente a localização de voos de vigilância militar perto de Cuba em websites de rastreamento de aviões, em meio ao aumento das pressões de Washington sobre a liderança comunista da ilha.
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A manutenção dos transponders de voo ligados "é provavelmente deliberada", segundo o especialista britânico em drones Steve Wright. Para ele, os Estados Unidos estariam tentando enviar "uma mensagem clara de que mantêm os olhos no céu para sustentar a pressão" sobre a ilha.
Com base nos dados do website de rastreamento de voos Flightradar24, a BBC Verify (o departamento de verificação de dados e imagens das BBC) encontrou pelo menos cinco aviões de vigilância P-8A Poseidon da Marinha americana e três drones de vigilância MQ-4C Triton operando no mar do Caribe, perto de Cuba, desde o dia 11 de maio.
Algumas aeronaves chegaram a voar a até 80 km de distância da ilha. Leia também: A primeira vitória de João Cândido contra a Marinha na Justiça, 115 anos após a
Os dados de rastreamento de voos não oferecem um quadro completo da atividade americana nas proximidades de Cuba, já que as aeronaves militares nem sempre transmitem suas posições. Mas elas divulgam sua localização em partes do trajeto.
O deslocamento das aeronaves surge após o aumento significativo das tensões entre os dois países verificado nos últimos meses, desde que Washington impôs um bloqueio aos embarques de petróleo dirigidos à nação caribenha.
O site de notícias Axios também informou que Cuba adquiriu drones capazes de atacar a área continental dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores cubano respondeu afirmando que seu país "não ameaça, nem deseja a guerra" e acusou Washington de elaborar um "caso fraudulento" para justificar uma intervenção militar.
Estas acusações foram seguidas pela oferta de um "novo relacionamento" com o povo cubano pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, na quarta-feira (19/5).
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Falando em espanhol em pronunciamento dirigido à população da ilha, no aniversário da independência cubana dos Estados Unidos, Rubio culpou os líderes comunistas (não o bloqueio americano dos combustíveis) pelas "dificuldades inimagináveis" enfrentadas pelo país.
Também na quarta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou o indiciamento do ex-presidente de Cuba Raúl Castro e outras cinco pessoas. O caso se refere à derrubada pela Força Aérea cubana de duas aeronaves civis 30 anos atrás. Leia também: Aumento de câncer em jovens: o que estudo do Reino Unido descobriu e como
Especialistas explicaram à BBC Verify que a natureza pública desses voos de vigilância indica que os Estados Unidos buscam executar o bloqueio e pressionar o governo cubano, além de dissuadir os aliados de Cuba, como a Venezuela, de tentar levar combustíveis para a ilha.
A crise dos combustíveis gerou enormes apagões e protestos em Cuba.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também exerceu fortes pressões para que Cuba "faça um acordo", ameaçando o regime comunista com uma possível intervenção americana, como ocorreu no início do ano na Venezuela, com a captura do então presidente Nicolás Maduro.
O que mostram os dados
A BBC Verify rastreou diversos voos dos jatos de vigilância P-8 Poseidon da Marinha americana.
Um dos voos ocorreu no dia 11 de maio. A aeronave chegou a 80 km de distância do sul de Cuba, segundo os dados do Flightradar24.


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