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O dólar futuro segue pressionado no mercado brasileiro e pode ampliar o movimento de queda nas próximas semanas, em um cenário que combina deterioração técnica dos contratos com um ambiente macro global mais favorável ao real.
Leia no AINotícia: Panorama Econômico: Royalties, Resultados Bancários e Geopolítica em Foco
No dia 14 de abril, o InfoMoney publicou que a região de R$ 4,90 aparecia como um dos próximos alvos relevantes para a moeda americana. Desde então, o dólar aprofundou o movimento de baixa e agora passa a mirar suportes ainda mais baixos no gráfico. Hoje, a moeda norte-americana, na mínima da sessão, atingiu os R$ 4,891.
Segundo o analista técnico Rodrigo Paz, os contratos futuros de dólar seguem em forte tendência de baixa tanto no curto quanto no médio prazo, mantendo negociação abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, “além de permanecerem dentro de um canal de baixa bem definido nos principais tempos gráficos.”
“O cenário técnico ainda mostra predominância vendedora, mesmo após a forte sequência recente de quedas. Apesar de indicadores já apontarem aproximação de regiões mais pressionadas — o que pode favorecer repiques técnicos pontuais (de alta) —, ainda não há sinais gráficos mais consistentes de reversão da tendência principal (de baixa).”, completou. Leia também: Rubi de 11 mil quilates em Mianmar desafia lógica do mercado de pedras preciosas
Dólar Futuro

No gráfico diário (veja acima), o Índice de Força Relativa – IFR (14) em 33,06 pontos já se aproxima da faixa de sobrevenda, enquanto os suportes mais relevantes aparecem em 4.914 e 4.842 pontos (cada 1.000 pontos equivalem a R$ 1,00).
Caso essas regiões sejam rompidas, o dólar futuro pode acelerar as perdas em direção a 4.798,5 e 4.752,5 pontos, com alvo mais longo na região de 4.697 pontos.
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Já no gráfico semanal (veja abaixo), a leitura segue amplamente negativa. Após atingir a máxima de 6.324,5 pontos entre o fim de 2024 e o início de 2025, o dólar futuro passou a estruturar topos e fundos descendentes, reforçando o domínio vendedor no médio prazo.
Em 2026, os contratos acumulam queda superior a 10%, enquanto o IFR semanal próximo de 28 pontos já indica sobrevenda. Ainda assim, o gráfico não apresenta sinais claros de exaustão da tendência de baixa. Mais de economia
Nesse contexto, a perda da região de 4.914 pontos pode abrir espaço para novas quedas em direção aos suportes de 4.790 e 4.697 pontos. Abaixo dessas regiões, os próximos alvos passam a ser 4.613 e 4.480 pontos.
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“Em resumo, sigo com uma leitura negativa para o dólar futuro no curto e médio prazo. Enquanto o ativo permanecer abaixo das médias móveis e dentro da estrutura de canal de baixa, o cenário segue favorecendo a continuidade da pressão vendedora.” Leia também: Payroll de abril reforça mensagem de cautela do Fed; inflação ganha importância
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Goldman Sachs vê ambiente favorável ao real e reforça tese de carry trade em emergentes
O movimento técnico ocorre em meio ao fortalecimento global das estratégias de carry trade em mercados emergentes — cenário destacado em relatório do dia 6/4 do Goldman Sachs, que colocou o real brasileiro (BRL) entre suas moedas preferidas no universo emergente.
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Segundo o banco americano, o choque recente do petróleo após o conflito entre Irã e EUA reduziu o espaço para cortes de juros ao redor do mundo e elevou a atratividade de moedas de países exportadores de commodities e com juros reais elevados, como o Brasil.
““O choque do petróleo atrasou os cortes de juros globais e acabou recriando um ambiente muito favorável para moedas emergentes de alto carry””
Resiliência dos emergentes ajuda a sustentar pressão sobre o dólar
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