
Crédito, Costfoto/NurPhoto via Getty Images
- Author, Osmond Chia
- Role, Repórter de Negócios da BBC News
- Há 19 minutos
- Tempo de leitura: 5 min
Os preços do petróleo atingiram o nível mais alto desde 2022 após a divulgação de um relatório segundo o qual militares dos Estados Unidos devem apresentar ao presidente americano, Donald Trump, novos planos para uma possível ação contra o Irã.
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O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) preparou um plano para uma série de ataques "breves e contundentes" com o objetivo de destravar as negociações com o Irã, informou o site Axios. A BBC entrou em contato com o Centcom e com a Casa Branca para comentar, mas não recebeu resposta até o momento.
O barril de petróleo do tipo Brent subiu quase 7% e chegou a ultrapassar US$ 126 (cerca de R$ 630), o maior valor desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
Os preços de energia vêm subindo nesta semana com as negociações de paz estagnadas, com o estratégico estreito de Ormuz ainda, na prática, fechado. Leia também: A reação das lideranças evangélicas à rejeição de Jorge Messias para o STF
Antes dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, passavam pelo estreito cerca de 20% do petróleo global, entre outros insumos.
A reportagem do site Axios, com base em fontes anônimas, afirma que a proposta de ataques deve incluir alvos de infraestrutura.
Outro plano envolve assumir o controle de parte do estreito de Ormuz para reabrir a rota ao transporte comercial, o que pode exigir o envio de tropas terrestres, segundo o Axios.
O petróleo West Texas Intermediate, que serve como referência de preço nos EUA, também subiu, com alta de 2,3%, para cerca de US$ 109 (aproximadamente R$ 545) o barril.
O contrato futuro do Brent para entrega em junho vence na quinta-feira (30/4). Já o contrato mais negociado, com entrega em julho, avançava cerca de 2%, para perto de US$ 113 (cerca de R$ 565), nas negociações da manhã na Ásia. Mais de mundo
Os contratos futuros são acordos para comprar ou vender um ativo em uma data previamente definida.
Os mercados de petróleo reagiram rapidamente à possibilidade de uma nova ação militar no Golfo, afirmou Yeow Hwee Chua, professor de economia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura.
Ele acrescentou que mesmo uma pequena chance de escalada do conflito pode ter "efeitos desproporcionais" sobre a oferta global de energia. Leia também: Lula não se pronuncia sobre rejeição de Messias e Haddad lamenta: 'Gosto amargo'
Os EUA disseram que vão bloquear portos iranianos enquanto o Irã continuar a ameaçar embarcações que tentam usar o estreito de Ormuz, o que pode afetar gravemente o transporte global de energia.
Os preços do petróleo já haviam subido 6% na quarta-feira (29/4), após relatos de que os EUA se preparavam para um bloqueio "prolongado" ao Irã.
"Há sinais de que uma escalada do conflito voltou ao centro das discussões, seja com os EUA mantendo o bloqueio ao Irã, seja com relatos e rumores de que, para sair desse impasse, o Irã pode voltar a atacar", disse Naveen Das, analista sênior de petróleo da Kpler, empresa de inteligência marítima.
Ele afirmou ao programa Today, da BBC, que um preço do petróleo próximo de US$ 125 (cerca de R$ 625) é o ponto em que empresas e políticos "começam a ficar mais apreensivos".
"Podemos começar a ver mais iniciativas para tentar reduzir a escalada", acrescentou, porque a alta dos preços "tem efeito em cadeia não só sobre o petróleo, mas também sobre produtos derivados, a inflação e praticamente todos os aspectos da vida cotidiana".
Vantagem do Brasil em biocombustíveis
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