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A série de ataques que fez Reino Unido classificar antissemitismo como 'emergência de segurança nacional'

A série de ataques que fez Reino Unido classificar antissemitismo como 'emergência de segurança nacional' Crédito, Reuters Article Information Author, Anna Lamche e

A série de ataques que fez Reino Unido classificar antissemitismo como 'emergência de segurança nacional'
A série de ataques que fez Reino Unido classificar antissemitismo como 'emergência de segurança nacional'
Uma cena de rua mostra membros da imprensa trabalhando perto de um cordão policial, em frente a carros da polícia e um ônibus estacionado, enquanto uma bandeira britânica tremula acima deles

Crédito, Reuters

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    • Author, Anna Lamche
      e
    • Author, Gabriela Pomeroy
  • Há 35 minutos
  • Tempo de leitura: 7 min

O revisor independente do governo britânico para a legislação sobre terrorismo e ameaças do Estado, Jonathan Hall, afirmou que os ataques contra pessoas judias no Reino Unido se tornaram "a maior emergência de segurança nacional" desde 2017, em meio a uma série recente de incidentes — incluindo um esfaqueamento em Golders Green, no norte de Londres na última quarta-feira (29/4).

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"Há britânicos em Londres, em particular, em Manchester, mas provavelmente em todo o país, que agora estão pensando que não podem viver uma vida normal. E não se trata de um único ataque, são múltiplos ataques", disse Hall à BBC.

No crime mais recente dois homens judeus foram esfaqueados em Golders Green em um incidente classificado como terrorismo pela Metropolitan Police. As vítimas, identificadas localmente como Shilome Rand, de 34 anos, e Moshe Shine, de 76, foram atendidas no local e estão em condição estável no hospital.

Um homem de 45 anos, cidadão britânico nascido na Somália, foi imobilizado com um taser antes de ser preso sob suspeita de tentativa de homicídio. Ele permanece sob custódia. Leia também: O que explica derrota histórica de Lula no Senado (e qual recado envia ao STF)

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o episódio como um "ataque antissemita" "absolutamente revoltante" e afirmou: "Ataques contra a nossa comunidade judaica são ataques contra a Grã-Bretanha."

O caso ocorre em um contexto de pressão crescente sobre o governo para enfrentar o antissemitismo no país. O ataque em Golders Green é o mais recente de uma série de episódios recentes:

  • 27 de abril: Um suposto ataque incendiário foi realizado contra um muro memorial em Golders Green. O muro continha homenagens a manifestantes mortos pelo regime iraniano durante protestos antigoverno no início deste ano, além de uma seção dedicada às vítimas do ataque do Hamas a Israel em 2023.
  • 18 de abril: Uma garrafa contendo um tipo de acelerante foi lançada pela janela da Kenton United Synagogue, no noroeste de Londres.
  • 17 de abril: Itens suspeitos, posteriormente considerados não perigosos, foram encontrados perto da embaixada de Israel em Londres. Um vídeo publicado anteriormente nas redes sociais afirmava que a embaixada seria atacada por drones.
  • 15 de abril: Um tijolo e duas garrafas que se acredita conterem gasolina foram lançados contra a Finchley Reform Synagogue, no norte de Londres.
  • 23 de março: Quatro ambulâncias pertencentes a uma instituição de caridade judaica foram incendiadas no estacionamento de uma sinagoga em Golders Green.
  • 2 de outubro de 2025: Duas pessoas judias foram mortas e outras três ficaram em estado grave após um ataque com carro e facas do lado de fora de uma sinagoga em Manchester. Um dos homens foi morto por um disparo efetuado pela polícia.

O rabino-chefe do Reino Unido, Ephraim Mirvis, afirmou que o episódio "prova que, se você é visivelmente judeu, não está seguro e muito mais precisa ser feito".

Ele pediu "ações concretas" para enfrentar as "causas profundas" do antissemitismo. Já o Board of Deputies of British Jews declarou que o problema deve ser "enfrentado, punido e dissuadido com toda a força do Estado".

Após o ataque, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que palavras "não são suficientes para enfrentar esse flagelo" de ataques em Londres. Mais de mundo

O ataque em Golders Green

A Polícia Metropolitana informou que seus agentes responderam às 11h16 no horário local — 7h16 em Brasília — de quarta-feira após receberem relatos de que pessoas haviam sido esfaqueadas.

Segundo a corporação, o suspeito também tentou esfaquear os policiais que atenderam à ocorrência, mas ninguém ficou ferido.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais parece mostrar o momento da prisão. Dois agentes se aproximam do homem antes de um deles usar um taser, fazendo com que ele caia no chão. Leia também: A reação das lideranças evangélicas à rejeição de Jorge Messias para o STF

O homem então parece segurar um objeto cortante contra o próprio peito com as duas mãos, enquanto os policiais e um transeunte tentam retirar o objeto. Durante a luta, os agentes podem ser vistos chutando o homem na cabeça várias vezes.

A Polícia Metropolitana divulgou imagens do incidente captadas pelas câmeras corporais dos agentes, nas quais é possível ouvi-los repetindo ordens para que o suspeito "se deite no chão" antes de ser atingido pelo taser e, em seguida, que "solte a faca".

"O suspeito se recusou a mostrar as mãos, foi violento e continuou representando uma ameaça clara", afirmou a corporação, acrescentando que ele "continuou tentando atacar e esfaquear" os policiais enquanto era contido.

O comissário da Polícia Metropolitana, Mark Rowley, elogiou a coragem dos agentes, dizendo: "Eles não eram policiais armados e temiam que ele estivesse carregando um dispositivo explosivo."

Ele acrescentou, em declaração no local na tarde de quarta-feira, que o suspeito tinha histórico de violência grave e problemas de saúde mental.

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