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- Author, Catherine Heathwood
- Role, Serviço Mundial da BBC
- Published Há 35 minutos
- Tempo de leitura: 7 min
Os seres humanos ainda estão evoluindo?
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Poderá ainda haver no futuro versões de nós que sejam mais baixas ou mais altas, que tenham características diferentes ou até que sejam geneticamente projetadas conforme certas especificações?
À medida que a civilização se desenvolveu, a medicina moderna, as condições de higiene e o fácil acesso a alimentos reduziram muitas das pressões geradas pela seleção natural que formaram a nossa espécie, como as doenças, a fome e condições ambientais desfavoráveis.
Mas, para o antropólogo e geneticista evolutivo Jason Hodgson, da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, a evolução "sem dúvida" continua até hoje. Leia também: Como um parafuso ajudou os Estados Unidos a conquistar o mundo
Podemos afirmar isso porque certos genes estão se tornando mais comuns em algumas populações. Mas este fenômeno acontece ao longo de muitas gerações e, por isso, "ninguém irá presenciar mudanças evolutivas ao longo de uma única vida".
Variações humanas
A paleontóloga Briana Pobiner, do Museu de História Natural do Instituto Smithsoniano, nos Estados Unidos, afirma que a alimentação desempenhou papel importante na nossa evolução recente.
"Cerca de um terço das pessoas do planeta hoje em dia podem digerir leite na idade adulta", explica ela. Mas, entre 5 mil e 10 mil anos atrás, quase ninguém conseguia fazer esta digestão.
"É uma mudança evolutiva extremamente rápida."
Esta evolução surgiu quando os seres humanos começaram a criar animais produtores de leite. Mais de mundo
Durante as épocas de fome, as pessoas que, por acaso, conseguiam digerir o leite (que é rico em gorduras e proteínas) apresentavam maior probabilidade de sobreviver e transmitir estes genes, que "se espalharam com muita rapidez", segundo Pobiner.
E outros fatores ambientais também influenciaram a evolução humana, muito tempo atrás.

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Quando a nossa espécie migrou da África para diferentes partes do mundo, milhares de anos atrás, nossos antepassados encontraram uma série de climas diferentes e desenvolveram novas adaptações físicas.
As variações locais se desenvolveram "a partir de pessoas que se movimentavam para longe umas das outras", explica Hodgson.
A globalização indica que iremos possivelmente observar reduções das variações biológicas. Mas nem tudo é necessariamente tão simples.
Hodgson pesquisa o chamado acasalamento associativo, o que, segundo ele, ocorre "quando os organismos escolhem preferencialmente parceiros mais similares a eles próprios".

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'Em mãos humanas'


Nova espécie?

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