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Como Joan Miró, em cartaz na Faap, matou a pintura e alimentou a primitividade

O ateliê do artista espanhol Joan Miró em Maiorca, leste da Espanha, como imortalizado nos anos 1970 pelas fotografias de Jean-Marie del Moral, será recriado em Londres

Como Joan Miró, em cartaz na Faap, matou a pintura e alimentou a primitividade
  • O ateliê do artista espanhol Joan Miró em Maiorca, leste da Espanha, como imortalizado nos anos 1970 pelas fotografias de Jean-Marie del Moral, será recriado em Londres. A mostra –uma iniciativa dos irmãos Eduard e Jordi Mayoral, diretores da galeria homônima– marca os 60 anos da criação do estúdio, informou o jornal "The Guardian".

    Projetado pelo arquiteto Josep Lluís Sert, na época professor de Harvard, o ateliê abrigou a criatividade de Miró até 1983, ano de sua morte. Para recriá-lo, o projeto contou com a colaboração do historiador de arte e neto do artista, Joan Punyet Miró. Ao jornal britânico, ele falou sobre a primeira vez em que esteve no aposento, aos dez anos:

    Leia no AINotícia: Entretenimento: Panorama das Notícias da Semana Leia também: Xuxa fará mais um show da turnê 'O Último Voo da Nave' em São Paulo

    "Lembro exatamente do cheiro de terebentina e óleo de linhaça de tinta a óleo e acrílica, das centenas de obras em todos os lugares. Eu sabia, é claro, que meu avô era um artista, mas depois disso fiquei impressionado", contou. "Ele podia fazer um quadro em dez segundos, mas, para esses dez segundos, teria pensado um ano."

    Peter Tijhuis/Efe GRA094. AMSTERDAM, 09/10/2015.- Fotografía facilitada por el Museo Cobra de Amsterdam de Joan Punyet Miró, nieto del artista Joan Miró, durante la reconstrucción del taller de su abuelo que formará parte de la exposición "Miró & CoBrA. Juego experimental", que muestra la radical liberación formal de Miró, su gesto y el uso de materiales y cómo esta transformación la viven de manera semejante los miembros del colectivo CoBrA (1948-1951), y que se puede visitar desde hoy en el Museo de la capital holandesa. EFE/Peter Tijhuis ***SÓLO USO EDITORIAL*** ORG XMIT: GRA094 Joan Punyet Miró, neto do artista Joan Miró, no ateliê do avô

    O ateliê recriado pelos irmãos Mayoral incluirá correspondência original do artista, além de 25 pinturas e desenhos. Os objetos do estúdio original não podem ser transportados, levando os diretores a apelarem a réplicas para completar o cenário londrino. Eles ainda não sabem o que fazer para emular as paredes de pedra.

    Outra falta será o gato mumificado que Miró mantinha no local de trabalho –o animal de estimação foi trancado por acidente e esquecido por seis meses, levando-o à morte. O corpo, encontrado pelo artista ao retornar de uma viagem a trabalho, foi preservado. Mais de entretenimento

    "Terrível, não é?", diz Punyet Miró. "Você ou eu teria jogado essa coisa horrível no lixo, mas ele a manteve –a honestidade da vida e da morte, era o que significava para ele." Leia também: Ancine vê irregularidade em filme sobre Bolsonaro, com multa de até R$ 100 mil

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